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28/09/2007

Os encantos e as dificuldades
das embalagens de luxo


Criar uma embalagem de luxo parece um desafio fascinante. No entanto, para atender as imprevisíveis demandas do mercado e o desenvolvimento da criatividade dos designers, isso implica em enormes investimentos para automação de produtos sempre diferentes, e certamente "não normais" quanto a formas e materiais.

O sucesso de um pacote não exclui as novas dificuldades no ano seguinte por ocasião da renovação da série de produtos. Serviço impecável, idéias, pesquisa sobre materiais, tecnologia aplicada à produção, assim a confecção de bens de luxo não conhece crise, encontra espaço e alarga horizontes apesar de o mercado de massa lamentar a queda de consumo.

Somente o mercado europeu de embalagens de luxo supera 3,5 bilhões de euro, faturamento importante que tem em primeiro lugar a França com 23% de participação. As confecções para cosméticos e perfumes continuam a ser as grandes protagonistas (68% do contabilizado), mas outras categorias mercadológicas estão crescendo - a embalagem assume relevância paralelamente ao sucesso dos respectivos conteúdos: vinhos e outras bebidas alcoólicas (29%), jóias e relógios (7%), tabaco (4%), especialidades gastronômicas (1%).

Mas, o que se entende por embalagens de luxo? A confecção é, como sempre, a última barreira entre comprador e produto, mas neste caso o objeto é especial e também especial é o motivo que induz à compra. Além disso, como cada geração tem seu próprio modo de definir luxo, de relacionar-se com ele e às vezes recusá-lo, a embalagem deve, de vez em quando, adaptar-se às diferentes exigências ou, melhor ainda, antecipá-las esforçando-se para prever a orientação da geração seguinte.

(por Cláudia Martini, Milão)

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