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07/12/2007

O sapato "sexy e possível", negócio vindo dos EUA


Da América chega uma vida melhor para as mulheres, pelo menos quando falamos dos pés. Há já alguns anos, estilistas e designers parecem ter identificado uma das principais torturas da vida diária: o sapato bonito, mas apertado; sexy, mas incômodo; alto, mas impossível. A rainha indiscutível do glamour ortopédico é Taryn Rose que, depois de vários anos trabalhando como cirurgiã ortopédica, decidiu que era o momento para várias de suas pacientes mudarem de hábito.
Com sensibilidade feminina, descobriu que não seria possível revolucionar os sapatos de milhões de vítimas da moda somente sob alegação de comodidade. Em 1998 fechou-se na garagem da sua casa e desenhou os primeiros modelos. Um de seus amigos aconselhou procurar artesãos italianos para a confecção e, assim, em poucos meses, os sapatos aportaram na Micam. Até hoje, quatro vezes por ano Taryn parte da Califórnia com destino à Itália. Cada detalhe do calçado é realizado de acordo com o esquadro do designer, e com os mestres do ‘made in Italy’ artesanal da Região das Marcas. A empresa emprega 45 pessoas na Califórnia e mais 25 ao redor do mundo.
“Depois do primeiro ano de atividade decidi abrir minha primeira loja em Beverly Hills, em 2002 foi a vez de Nova York, San José na Califórnia e Las Vegas e, em 2006, lancei a marca em Seul e na Coréia. Agora as metas são Islândia, Alemanha, Espanha e Grécia”, conta a estilista.

Há três anos também os homens, que ao acompanhar esposas e noivas olhavam com inveja, têm uma linha masculina anatômica. O faturamento do grupo é de 38 milhões de dólares. Paralela à de Taryn Rose, há uma outra história de sucesso. Esta também americana. É a da Aerosoles, marca que desde 1987 produz sapatos cômodos e bonitos. Atualmente, a Aerosoles fatura cerca de 100 milhões de euro, vende 15 milhões de pares de sapatos por ano e cobre os mercados da Europa, África e Ásia com 130 monomarcas na Europa, que se tornarão 300 até 2010, e 7 mil pontos de venda em lojas multimarca. Plano de desenvolvimento que inclui também a Itália: atualmente existem três butiques italianas (todas em Milão) que serão 25 nos próximos três anos.

(por Cláudia Martini, Milão)

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