
Acontece em Nova York, no museu do Fashion Institute of Technology, a primeira
mostra dedicada aos sapatos mais sexy e imitados: os de sola vermelha de Louboutin.
Os sapatos
de Christian Louboutin encarnam hoje (com equilíbrio), a mistura da sensualidade
com a beleza. Sucesso devido ao acabamento feito a mão pelos artesãos
italianos? Ou pelo interesse por mundos opostos como o sedutor das festas e o
contemplativo do Oriente, ou pela referência a certos calçados fetiche
dos Anos 50?
Uma hipótese não exclui a outra, e a vida eclética de Christian
Louboutin assim o demonstra. Nascido em 1963, começou a desenhar sapatos
aos 11 anos. Quando adolescente enamora-se da vida noturna de Paris, especialmente
o histórico local The Palace e seus glamourosos personagens, nos quais
se inspira. Louboutin desenha para Chanel, Yves Saint-Laurent, Roger Vivier.
Em 1989, deixa o mundo fashion para viajar e ilustrar paisagens, percorrendo o
Uzbekistan. Em 1992, porém, o chamado da moda é irresistível:
as sugestões recolhidas no Oriente são frutificadas no design, que
Louboutin estuda pessoalmente, das suas butiques flagship.
Christian Louboutin é um exemplo de como conseguir juntar paixão
e trabalho, divertimento e sucesso.
(por Cláudia Martini, Milão)
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