Desde novembro passado, o Bata Shoe Museum de Toronto realiza uma extraordinária mostra dedicada aos calçados do Renascimento e do Barroco europeu.
A mostra, que vai até 30 de setembro, é um dos mais ambicioso projeto realizados pelo museu, tanto pela beleza e pela raridade das peças, como pelo número de instituições que colaboraram neste empreendimento: mais de 70 peças extremamente preciosas, feitas a mão, provenientes de prestigiosos museus e instituições internacionais, entre elas o Victoria and Albert Museum de Londres, o Bayerische National Museum de Munique, o Boston Museum of Fine Art de Boston, além do Castello Sforzesco de Milão, Museu do Palazzo Mocenigo e Museu Correr de Veneza, e outros tantos.
A exposição conta a história dos altíssimos sapatos com plataforma de cortiça ou madeira usados pelas damas e cortesãs italianas e europeias nos séculos XVI e XVII, chamados, em italiano, de “pianelle” (chinelos) e em veneziano, “calcagnini” ou “calcagnetti”. O itinerário expositivo concentra-se especialmente nas vertiginosas plataformas dos « calcagnini » das damas dos séculos de ouro da Sereníssima (República de Veneza), que chegam a medir até 55 cm.
Depois de longa e atenta obra de restauração, um belíssimo par de calcagnini proveniente do Museu do Palazzo Mocenigo em Veneza está agora exposto na mostra de Toronto, como testemunha do extraordinário patrimônio artístico italiano.
O Bata Shoe Museum de Toronto é o maior museu do mundo dedicado inteiramente à cultura, tradição e estilo dos calçados. A fundação do Museu data de 1979, quando foi instituída a Bata Shoe Museum Foundation com o objetivo de criar um centro internacional de pesquisa sobre calçados, que acabou incluindo o Bata Shoe Museum, aberto em 1995 e fruto de uma paciente e apaixonada vida da colecionadora Sonja Bata.
O Bata Shoe Museum é organizado como uma grande mostra permanente, que oferece uma seleção de calçados desde a antiguidade até os dias de hoje, e três mostras temporárias, dedicadas a temas específicos, mais abrangentes.
(por Cláudia Martini, Milão)
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