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04/05/2012
Pagar em yuan para evitar riscos de câmbio

No Reino Unido já existe, entre os varejistas, quem paga os seus fornecedores chineses em yuan. Quem afirma é Sam Ford, Risk Solutions Manager do Barclays Capital, em recente entrevista publicada no China Daily. Mas como é feito de fato o pagamento em yuan (ou renminbi) se a moeda do Dragão ainda não é conversível (será talvez em 2015)?
Na realidade, existem maneiras. Por exemplo, desfrutando de filiais na China, que atuando como compradoras operam diretamente no mercado local. Ou, em outros casos, através de operações de compensação realizadas como contrapartida de trocas bidirecionais que tomam como referência a moeda chinesa recorrendo ao câmbio (ou ao uso do dólar) somente para pagamento dos saldos.

A gradual valorização do yuan ocorrida com o abandono parcial do PEG, mecanismo que engatava a moeda do ex Império Celestial ao dólar americano, causou um pouco de alarme entre os operadores, embora o sistema atual permita de fato valorizações somente graduais. Observando a série histórica do cruzamento yuan/dólar, pode-se descobrir que desde junho de 2010 (data do abandono do PEG) até dezembro passado, o yuan valorizou em torno de 7%, passando de 6,82 para 6,37. O câmbio poderá, em suma, representar um fator de risco concreto, considerando que entre a assinatura dos contratos de fornecimento e a entrega das mercadorias poderão decorrer até 6/7 meses.

Segundo o Barclays Capital, os pagamentos em yuan por parte dos revendedores britânicos permitiram uma economia em torno de 8% sobre os custos do fornecimento. Suficiente para evitar ajustes indesejados nos preços, em uma fase nada fácil para o consumo no Reino Unido.
No entanto, parece que também a H&M, conhecida empresa sueca atuante no setor da fast fashion, está avaliando a possibilidade de pagar os fornecedores chineses em yuan, considerando que o país da Grande Muralha cobre cerca de um terço dos seus fornecimentos. Interessante, também, outro dado noticiado no China Daily: durante a visita do primeiro ministro britânico David Cameron à China, em 2010, os dois países concordaram em incrementar as trocas bilaterais até 2015, prevendo alcançar a cota de 100 bilhões de dólares

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