As passarelas de Paris apresentaram uma moda com sugestões vitorianas, silhuetas inspiradas no imaginário medieval, guerreiras pós-futuristas e nos looks dos anos 1960. Pode-se dizer que a atmosfera do próximo inverno será austera e rigorosa, mas animada por toques de cor, explorações space-age e por um retorno reconfortante aos valores das tradições. Sem contar a inesperada guinada etno-chique de Valentino.
Seguindo essa linha, a Miu Miu trouxe uma coleção em clima dos anos 1960 que levou à ribalta o conjunto calça e paletó. Já Dior reviveu a tendência new look, revisitando em uma tenda instalada nos jardins do Musée Rodin um dos seus grandes clássicos, o tailleur bar. As silhuetas "corola" lembram o glamour dos Fifties revigorado pelo couro e por contrastes de materiais.
Toque Eighties de Jean Paul Gaultier para um desfile que ama a energia da rua e leva à passarela as suas bad girls, alegremente agressivas e provocantes com suas peles multicoloridas.
O fascínio do Orient Express seduziu Marc Jacobs para Vuitton. Descem de um autêntico trem a vapor as suas elegantes manequins e, atrás de seus chapéus enormes, os carregadores em uniforme e as icônicas bolsas da Maison.
E se Chanel cristalizou o Grand Palais em mágica paisagem lunar - onde Karl Lagerfeld vestiu as suas robóticas criaturas com amplos capotes, variando entre tailleurs de tweed e vestidos com plumas - foi com uma mulher executiva "très maison" que Stefano Pilati disse adeus a Yves Saint Laurent. A coleção celebrou o preto combinando-o com rede metálica e pele em cores escuras para os tops. Um aplauso em pé saudou a saída de cena do designer poucas horas antes do anúncio da chegada de Hedi Slimane à direção artística da histórica casa de moda.
Miu Miu

DIOR

Jean Paul

Chanel

Yves Saint Laurent

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