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25/05/2012
China: primeiro mercado mundial de luxo


Hong Kong e China são cada vez mais mercados de forte interesse para a moda “made in Italy”. O fato foi ressaltado por pesquisa efetuada por Stefano de Paoli para a Invest Hong Kong, agência governativa criada para incentivar e promover investimentos no Oriente.
Segundo a pesquisa, apresentada em Milão, em 2009 a China superou os EUA no segundo lugar como mercado de luxo e estima-se que até 2015 ela irá superar o Japão, transformando-se no primeiro mercado mundial para produtos de luxo.

Atualmente na China, 73% dos compradores de produtos de luxo estão em uma faixa etária entre 18 e 44 anos. Os restantes 27% têm mais de 45 anos.
Já os dados referentes aos Estados Unidos mostram que a faixa etária de18 aos 44 anos reduziu 30%, com 70% acima dos 45 anos. Ainda mais marcada é a diferença no Japão: 81% dos compradores têm mais de 45 anos e os mais jovens constituem apenas 19%.

Na China, as compras de luxo são feitas pelos mais jovens (73% contra 30% nos EUA e apenas 19% no Japão). Interessantes também são os dados referentes ao consumo feminino da população americana e chinesa.
Nos EUA a consumidora de bens de prestígio ganha 150 mil dólares e compra bolsas por 3 mil dólares por ano, enquanto na China ela recebe 17 mil dólares e gasta 2 mil dólares por ano em bolsas, muitas vezes depois de meses de planejamento e  pesquisa geralmente online.

Outro dado importante revelado pela pesquisa é que por conta do grande índice de produtos falsificados na China, seus consumidores compram 56% dos bens de luxo fora do país, principalmente em Nova York, Paris, Milão e outras capitais da moda.

A indiscutível protagonista do consumo na China é, sem nenhuma dúvida, a mulher. Seu poder está crescendo em todos os setores da economia. O gasto em vestuário e acessórios femininos representa 54% do total do setor moda, e crescente é a propensão das mulheres mais jovens para gastar cifras importantes em artigos de luxo. Nos próximos 10 anos, com o maior crescimento do poder de compra das mulheres, a despesa para artigos de moda feminina será de 1,5 a 2,5 superior à do homem com ganhos iguais.

O estudo apresentado traçou também o futuro geoeconômico da China.

Uma crescente população de compradores de produtos moda de luxo viverá em cidades menores nos próximos 10 anos. 80% do mercado de produtos de médio e alto nível, atualmente concentrados em 462 cidades, estarão diluídos em 568 até 2020. Em muitas dessas cidades existe apenas um centro de compras ou ele ainda está sendo construído, e prevê-se que 75% da nova riqueza será criada fora das cidades principais que assistirão, paralelamente, a uma aceleração posterior ao e-commerce.

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