| Sala de Imprensa | página inicial | voltar | ||
|
16/01/2007
A Itália tem 6.800 fábricas de calçados, que geram 97.000 empregos diretos. Incluindo as demais indústrias da cadeia calçadista, são 200.000 postos de trabalho. 85% das fábricas trabalham com menos de 20 funcionários, integrando parte do sistema de empresas de pequeno e médio porte, que geram 90% do PIB italiano. "Somos os maiores produtores da União Européia e o sexto maior no mundo", destacou Soldini. Em 2005, a Itália produziu mais de 250 milhões de pares, dos quais 176 milhões com cabedais e sola de couro, típico da produção italiana. Segundo Soldini, a organização em pólos industriais e a flexibilidade das fábricas têm permitido alcançar a melhor eficiência de produção na Itália. Mas, destacou ele, nos últimos 5 anos a Itália, assim como todos os países europeus, têm sofrido perdas de aproximadamente 40% em sua produção, em conseqüência da agressiva concorrência asiática. "No mercado italiano, a China passou de 67 milhões de pares em 2002 para 164 milhões em 2005 (+144%), em conseqüência de concorrência desleal. Este dumping foi demonstrado por estudos conduzidos pela Comissão Européia. Nunca tivemos medo de competir contra mão-de-obra barata, mas não existe nada que possamos fazer contra aqueles que podem vender seus produtos ao preço de custo somente da matéria-prima, porque estes calçadistas estão envolvidos em dumping social e monetário. " "Made in Italy" e auto - defesa Soldini ressaltou que o foco no calçado de marca e na faixa médio/alta e alta será a estratégia vencedora, porque o patamar mais baixo foi perdido para China e a escala luxo já está completamente coberta. "O mercado mundial potencial para a indústria italiana é de 19% do volume de calçados consumidos e de 32% do volume monetário gerado por este consumo. Nos mercados novos, as marcas italianas têm tido sucesso e continuarão crescendo." Ele falou sobre algumas conclusões preliminares baseadas nessas indicações. • O perfil histórico da indústria italiana não tem
se modificado: belos produtos, de qualidade superior, feitos com o maior esmero,
registram vendas crescentes em muitos países; "A Europa é o único continente onde a origem do produto não é solicitada. Razão pela qual muitas empresas de moda e marcas fabricando na China não indicam sua origem. Passam por produtos italianos, sendo vendidos a preços italianos. No entanto, são itens que foram produzidos fora da Itália e deveriam ser bem mais baratos. Os consumidores são lesados e os calçadistas perdem pelo menos 30% de sua produção. De fato, os consumidores não vão querer adquirir sapatos a preço médio-alto feitos na China em vez dos realmente fabricados na Itália", afirmou. Para garantir a continuidade da produção na Itália, Soldini destacou a criação da marca I love Italian shoes, cuja propriedade intelectual foi registrada no mundo inteiro. Peças publicitárias desta campanha foram veiculadas em todos os maiores aeroportos da Europa e lojas multi-marcas foram abertas com o nome I love Italian shoes. "Devemos vender orgulho: orgulho da história vitoriosa da companhia, orgulho da qualidade do produto e da marca, orgulho nas inovações, orgulho da qualidade italiana, orgulho do 'Made in Italy'", finalizou.
|
|