16/01/2007
| Panorâmica da Produção e Distribuição
Mundial de Calçados abre o Módulo Indústria do Congresso
da Couromoda
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A Panorâmica da Produção e Distribuição Mundial
de Calçados foi o tema da palestra de abertura da segunda etapa do Congresso
do Calçado – Módulo Indústria, que aconteceu na manhã
desta terça-feira (16), no auditório Elis Regina, em São
Paulo.
Mais de 400 empresários do setor calçadista, de várias
regiões do país, assistiram as palestras apresentadas por líderes
no mercado de calçados da Ásia, Estados Unidos, Europa e Brasil,
tendo como tema central O futuro da indústria de calçados no Ocidente.
Francisco
Santos, presidente da Couromoda e vice-presidente da WSFO - Organização
Mundial das Feiras de Calçados, juntamente com Waleska Santos, vice-presidente
da Couromoda e Airton Manoel Dias, diretor do Fórum Couromoda, fizeram
a palestra de abertura: Panorâmica da Produção e Distribuição
Mundial de Calçados, onde mostraram um estudo comparativo da evolução
da produção e do consumo de calçados de 1994 até 2004.
“Nos últimos dez anos, a produção mundial de calçados
deslocou visivelmente seu eixo de produção, tanto por um aumento
do consumo interno em algumas partes do mundo, como por uma verdadeira revolução
em termos de terceirização, exportação e afirmação
de marcas. Em relação à produção, examinemos
os anos 1994-2004: período suficientemente amplo e significativo para entender
a evolução da produção mundial de calçados.
Em dez anos, os números (Fonte Satra) indicam um considerável salto
adiante: a produção mundial passa de 9,7 bilhões de pares
para 14,3 bilhões, com crescimento de 47,5%. No entanto, este maior consumo
de sapatos no mundo não favoreceu todos os países produtores, penalizando
alguns e premiando outros”, diz Santos.
Os números evidenciam o grande avanço da Ásia e, em particular,
do Oriente, que passa de um percentual total em 1994 de 67,7% para 83,3% em 2004.
A parte do leão neste crescimento é da China, que aumenta sua participação
de 38,4% para 61,1%. Segundo os palestrantes o crescimento da China se deu de
forma praticamente ininterrupta até hoje, graças não somente
ao aumento da exportação, mas também do consumo interno.
Quanto a produção mundial, a fatia do Brasil está mais
ou menos estável, embora tenha descido de 6% para 5,2% na participação
de mercado, confirma-se como primeiro produtor entre os países Ocidentais,
ao passo que a "velha Europa" despenca de uma participação
de 15,6% para 6,4%.
Se forem analisadas as várias regiões do mundo tradicionalmente
ligadas ao setor de calçados, percebe-se que o cenário mundial realmente
mudou em termos de pares, se não de valores absolutos.
Europa
A Europa Ocidental caiu de 1,13 bilhão de pares em 1994 para 646 milhões
em 2004. Uma queda vertical que divide ao meio a capacidade produtiva do Velho
Continente. Menos grave é a situação da Europa Oriental:
a queda é de pouco mais de 100 milhões de pares (de 390 milhões
para 278 milhões).
América
Considerando os três maiores produtores de 1994, as indicações
são claras: inclui e aumenta o Brasil, que passa de 590 milhões
de pares para 750 milhões.
O México, embora com produção limitada, consegue manter sua
quota de mercado passando de 172 milhões para 244 milhões de pares.
Queda vertical para os Estados Unidos, que em 1994 produziam 234 milhões
de pares e depois de dez anos passaram para somente 35 milhões.
Ásia
A "locomotiva" da produção asiática é indubitavelmente
a China, que passa dos 3,7 bilhões de pares em 1994 para 8,8 bilhões
de pares após dez anos. Bons os resultados da Índia (de 540 milhões
para 850 milhões de pares), da Indonésia (de 436 para 564 milhões)
e do Vietnã (de 135 para 445 milhões).
“Em 2004 a produção mundial atingiu a considerável
cifra de 14,3 bilhões de pares, com crescimento de 4,6 bilhões de
pares em relação à 1994. É evidente que a resposta
a este crescimento está nos dados referentes ao consumo per capita”,
diz Airton Manoel Dias.
A palestra também fez uma análise rápida de como o mercado
mundial se comportou diante da oferta de novos produtos. Finalizando, Francisco
Santos ressaltou a importância do setor discutir e analisar como está
o futuro dos calçados no Brasil e no mundo. “Precisamos pensar: Como
se apresenta o cenário produtivo mundial? Qual é o papel dos países
ocidentais? China e Índia exercem e exercerão cada vez mais a parte
do leão? Como muda a distribuição? “, finalizou Santos.
Confira a palestra na integra a partir do dia 25 de janeiro no www.couromoda.com
O 11º Congresso Brasileiro do Calçado é patrocinado
e organizado pela Couromoda e conta com o apoio das seguintes entidades:
World Shoe Fairs Organization (WSFO)
Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados
(Ablac)
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados)
Associação Brasileira de Estilistas de Calçados e Afins (Abeca)
Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC)
Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul
(AICSul) Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB)
Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e
Equipamentos para Couro, Calçados e Afins (Abrameq)
Associação Brasileira de Empresas de Componentes de Couro, Calçados
e Artefatos (Assintecal)
Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo,
Campo Bom e Estância Velha (ACI- NH/CB/EV)
Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro
e Artigos
de Viagem (Abiacav).
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Fotos: Jefferson
Bernardes / Preview.com
Fábio
Castro e Fabrício Maruxo / StudioF Fotografia
Glenner
Shibata / Memories |
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