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13/01/2008
O varejo pela Internet caminha para dar um salto este ano, como reflexo da forte venda de computadores em 2007. Além disso, o crescimento expressivo do comércio eletrônico nacional é esperado devido ao fato de que apenas 25% dos usuários da rede mundial de computadores no Brasil fazem suas compras pela Internet. Em comparação com países como o Japão, por exemplo, o percentual sobe para 68%. Nos Estados Unidos esse percentual de compradores virtuais chega a 64% dos usuários de Internet, enquanto no Reino Unido é 58% e na Alemanha, 48%. Por outro lado, entre os países emergentes, o Brasil supera países como Argentina e México, com 20% e 8% de internautas que fazem compras on-line, respectivamente, segundo estudos internacionais de entidades do setor. As vendas dos sites das redes varejistas ganham cada vez mais importância no faturamento das empresas. A rede Ri Happy, de brinquedos, obtém, das vendas via Internet, cerca de 1,5% de seu faturamento, "o mesmo valor de uma loja de venda física", informou o diretor comercial da empresa, Ricardo Sayoun. A Camisaria Colombo, com 123 lojas no País, espera que as vendas eletrônicas de seu site alcancem a mesma performance de vendas observadas nos seus 30 pontos-de-venda mais rentáveis. Balanço Os dados da ECT apontaram que os produtos importados eletrônicos, como celulares, computadores, notebooks e tocadores de MP3 foram os preferidos dos consumidores brasileiros desbancando os CDs, DVDs e livros, antes os primeiros da lista. A preferência dos consumidores pelos eletrônicos elevou o tíquete médio de R$ 304 para R$ 308 no período natalino. Segundo o diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti, em entrevista recente ao DCI, "produtos importados como, por exemplo, os eletrônicos, costumam ser mais baratos pela Internet do que nas lojas físicas". Na Região Norte, o e-commerce, principalmente no Amazonas, contabilizou entre os empresários uma alta de 20% nas vendas do período, conforme apontou o e-Center, que conta atualmente com mais de 45 lojas no portal. Apesar de positivos, os resultados não contemplaram os anseios de lojistas virtuais do estado, que esperavam um incremento de cerca de 35% no acumulado do ano e alta de até 50% em negociações via Internet no mês de dezembro. Para o diretor técnico do e-Center, Mário Bittencourt Neto, a Região Norte trouxe resultados aquém do esperado; contudo, as vendas foram satisfatórias e alcançam crescimento real de 20%. "Somos prejudicados por inúmeros fatores, desde a carência usual de informática ao elevado custo com Internet." Segundo Bittencourt, não há como estimar a participação do Estado do Amazonas no montante de mais de R$1 bilhão computado pelas empresas de pesquisa, E-bit e ECT. "Seria muita pretensão, particularmente, afirmar a quantia exata da nossa participação nesse valor, até porque o comércio eletrônico é muito diversificado. As pessoas compram tanto no e-Center quanto no Mercado Livre, Submarino etc." De acordo com o diretor, o mercado local acompanhou a tendência nacional na preferência por produtos eletroeletrônicos, como celulares, notebooks, microcomputadores, televisores, MP3 players, pen drives etc. Os eletrodomésticos também tiveram parcela significativa e os CDs, DVDs e livros mantiveram sua representatividade como opção de presente simples. O e-Center oferece diversos serviços e produtos, como roupas, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos, alimentação, saúde, música, etc. "Você pode fazer as compras de casa ou do trabalho, 24 horas por dia [com exceção de itens de alimentação, cujo prazo de entrega é definido] e conta com total segurança, agilidade, e não precisa enfrentar filas e trânsito", argumentou. Na opinião de Mario Bittencourt, os resultados ficaram abaixo da média nacional, mas o fato não desanima o segmento. "Consideramos os resultados pouco expressivos, no entanto positivos, ou seja, cresceu, mas cresceu pouco. Vamos nos empenhar para que neste ano façamos melhor", concluiu. |
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