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14/01/2008
Para debater o tópico de Representante Comercial, Clóvis Haggsträm (Rio Grande do Sul) e Renato Barcellos (Nordeste) falaram sobre o novo papel destes profissionais no mercado. “O representante comercial tem que fazer parte da massa crítica da empresa”, afirmou Haggsträm. Já Renato Barcellos destacou que o grande desafio dos representantes é tornarem-se empresas comerciais e atuarem como prestadores de serviço. “O representante tem que conhecer todo o processo da empresa, desde a compra da matéria-prima até o marketing, também que ajudar o lojista dando dicas.” No tópico Consumidor, os debates começaram em torno da dificuldade de conquistar a confiança do cliente e garantir o seu retorno à loja. Para Claudir Dullius, sócio e fundador da rede de Lojas Dullius (RS), dentro deste mundo competitivo, a venda em si é o mais importante, que deve ser feita com técnica e coração. “Por isso a seleção das pessoas é muito importante. O diálogo é fundamental na venda, tem que tocar o coração e mente do cliente. Um bom vendedor não fecha uma boa venda, fecha um bom relacionamento.” O diretor-superintendente da Calçados Itapuã, Marconi Leonel Matias dos Santos, e também presidente da Ablac, lembrou que o Brasil teve um ótimo desempenho em 2007 com a venda de calçados, com uma média de três pares per capta. “Mercado nós temos e para fazer o cliente voltar temos que oferecer produto com valor agregado e bom atendimento.” Ainda neste tópico, os debatedores falaram sobre o problema da pirataria no setor. Para Milton Cardoso, diretor-presidente do Grupo Vulcabrás e presidente da Abicalçados, a pirataria é assunto de polícia e deve ser tratado por ela. Mas uma alternativa para combater o problema é o fabricante parar de fornecer produtos para lojistas que vendem produtos piratas em sua loja. No tema Produtos, uma das questões levantadas foi com relação à variedade de produtos oferecidos pelos fabricantes forçando uma reposição rápida e gerando pontas de estoque. José Roberto Colli, diretor-presidente da Pampilli, afirmou que este é um problema mundial e que temos que nos adaptar. “O ponto fundamental é o lojista definir seu público-alvo para saber o que realmente comprar. “ Outro tema discutido foi a evolução do sintético e se esta seria a solução para competir com os calçados chineses no mercado popular. Para Milton Cardoso (Vulcabrás e Abicalçados), o sintético tem evoluído e hoje é possível encontra o material com bom nível de qualidade e aparência. “Mas não concordo que seja a solução para competir com os chineses. O Brasil é o maior produtor de couro do mundo. Para competir, tem que ter produtos com valor agregado.” Encerrando o evento, foi realizado sorteio de convites para o Jantar da Ablac,
que será realizado hoje (14 janeiro), cachorros de pelúcia da Klin
e assinaturas do jornal Exclusivo e da Revista Lançamentos. |
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