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14/01/2008


Abrir a Couromoda é sempre uma alegria
e uma emoção muito especial

Ao longo das últimas 35 edições, tive a honra de estar aqui, recebendo autoridades, empresários, expositores e lojistas.

Também vi o setor consolidar-se, crescer, tornar-se competitivo e progredir de forma solidária, com a integração de toda uma cadeia, que é única na economia brasileira.

Quero saudar aqui as instituições criadas ao longo da existência da Couromoda. Estas entidades têm feito um trabalho inigualável, político e empresarial, sempre em conjunto com suas congêneres, contribuindo para a consolidação da cadeia coureiro-calçadista brasileira, que tem hoje um PIB de mais de 50 bilhões de reais e que emprega – do couro ao varejo – perto de 1 milhão de pessoas.

Uma saudação especial ao CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil, na pessoa do seu presidente, Luiz Bittencourt; única entidade nacional que existia em 73, parceira destes 35 anos;

À ABLAC – Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçados, na pessoa de seu presidente, Marconi Matias dos Santos;

À ABICALÇADOS - Associação Brasileira da Indústria de Calçados, na pessoa de seu dinâmico presidente, Milton Cardoso;


À ABIACAV - Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem, presidida por Vidal Vicer;

À ASSINTECAL - Associação Brasileira das Empresas e Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, presidida por Luís Cláudio Amaral;

À ABRAMEQ - Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para Couros e Calçados, na pessoa de seu novo presidente Délcio Schmidt;

À ABECA - Associação Brasileira dos Estilistas de Calçados, presidida por Juan Almada;

À ABRALEME - Associação Brasileira dos Lojistas de Equipamentos e Materiais Esportivos, na pessoa do presidente Renê Djekein;

Ao IBTEC - Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos, presidido por Rui Guerreiro;

À Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, na presença de sua presidente, senhora Fátima Daudt.

À AICSUL – Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Su, presidida por Francisco Alziro Gomes;

E ao SINDICOURO – Sindicato da Indústria de Couros e Peles do Estado de São Paulo, na pessoa de seu presidente, Wayner Machado da Silva.

Quando desenvolvemos o conceito Couromoda, no início de 1973, tivemos um trabalho árduo para colocar de pé um projeto que revolucionava o sistema de comercialização de calçados no Brasil.

Das 60 empresas pioneiras que participaram de nossa primeira edição, quero agora homenagear e chamar ao palco - para receberem uma placa comemorativa - as 13 indústrias que nos acompanharam em todas as nossas 35 edições.

Calçados Azaléia, na pessoa de Pedro Grendene
Calçados Bibi, presidida por Marlin Kohlrausch;
Smart Bag, na pessoa do empresário An Du Hyun ;
Arezzo, presidida por Anderson Birman ;
Calçados Agabê, na pessoa de Miguel Bettarello ;
Kildare, presidida por Raul Klein ;
Calçados Sândalo, presidida por Carlos Brigagão;
Bical, na pessoa de Sergio Soares;
Claudina, presidida por Pedro Bianco Filho;
Calçados Itapuã, na pessoa do diretor Roberto Cerutti;
Werner Calçados, presidida por Werner Muller;
Vulcabrás, presidida por Pedro Grendene Bartelle;
E Grupo Editorial Sinos, na pessoa de seu Diretor de Mercado, Ricardo Gusmão.

Couromoda Sustentabilidade

Hoje temos 1.100 expositores, de 14 estados brasileiros, que proporcionam à Couromoda a maior base industrial das feiras setoriais nas Américas.

Esta indústria que hoje se apresenta na 35ª Couromoda mostra um setor estruturado, saudável e competitivo, que apesar das dificuldades cambiais e da pressão tributária, produz cerca de 800 milhões de pares de calçados por ano, 18% dedicados à exportação.

É um setor que teve um crescimento médio, do couro ao varejo, de 10% no ano de 2007, com um excelente desempenho no mercado interno e mantendo posições no mercado internacional.

Além de dominar nosso imenso mercado doméstico, nossas indústrias estão fazendo um enorme esforço para continuar presentes em mais de 120 países.

Estamos abrindo novos nichos de mercado, com produtos de maior valor agregado, com um marketing agressivo e uma logística que melhora a cada dia.
Um dos fatores que já nos ajuda no exterior, e que pode ser de grande valia nos próximos anos, é a consciência socioambiental, que hoje é prática em grande parte das empresas do setor coureiro/calçadista brasileiro.

Já no ano passado a Couromoda iniciou sua caminhada rumo à sustentabilidade e tornou-se a primeira feira comercial a aferir e publicar seus indicadores socioambientais.

Com o trabalho realizado na edição de 2007, encaminhamos 176 toneladas de resíduos para reaproveitamento e reciclagem e geramos trabalho e renda para 1.400 pessoas ligadas a cooperativas credenciadas junto à Prefeitura de São Paulo.

Também promovemos a neutralização das emissões de carbono da feira, através do plantio de 1.000 árvores em Salesópolis, no Estado de São Paulo.

Tão importante é este fator que este ano, além aperfeiçoar o trabalho de treinamento e conscientização de todos os públicos da feira, decidimos criar o Prêmio Couromoda de Boas Práticas Socioambientais no Setor Coureiro-Calçadista.

Dando ainda maior visibilidade às importantes ações existentes em nosso setor, queremos multiplicar as práticas socioambientais entre todos nossos expositores, visitantes e colaboradores.

Tivemos 25 cases inscritos, representando empresas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro.

E convidamos um júri formado por jornalistas ambientais, engenheiros e especialistas em processos de sustentabilidade, para selecionar os melhores projetos em três categorias: Gestão Ambiental, Responsabilidade Social e Inovação em Produto.

Este significativo volume de trabalhos apresentados é um indicativo forte de que muito já está sendo feito por nossas empresas, na área da sustentabilidade. Na Categoria Responsabilidade Social: Calçados Pampili, aqui representada por sua diretora Maria Aparecida Mestrinér Colli.

Categoria Gestão Ambiental: Paquetá Calçados, representada por Ingo Schwinn, diretor de Infra-estrutura.

E na Categoria Inovação em Produto: Joana D’Arc Felix de Souza, representada pela senhora Joana D’Arc.

A verdadeira prática socioambiental é um diferencial competitivo muito forte, não só no mercado doméstico, mas principalmente junto aos consumidores da Europa e Estados Unidos.
Uma indústria que defende o meio ambiente, faz produtos com alto conteúdo de moda e preços competitivos será sempre um adversário sólido contra nossos competidores do Sudeste Asiático, mergulhados num caos ambiental que salta aos olhos do mundo.

Nesta Couromoda – com apoio de expositores e visitantes - também vamos plantar 10 mil árvores, para homenagear São Paulo, terra que a todos recebe e que tantas oportunidades oferece para a realização dos nossos sonhos.

Eu gostaria de dizer ao Prefeito Kassab, de quem recebi uma carta muito elogiosa sobre este fato, que logo após a feira vamos marcar a data para iniciar o plantio e contribuir para a melhoria do clima e do ar que respiramos.

É assim que se move o setor. Temos matéria-prima abundante, clusters muito bem distribuídos por vários estados, mão-de-obra competente, criatividade, marketing e forte sentido de empreendedorismo.

Estes são fatores que darão ao setor e à Couromoda a certeza de outros 35 anos de sucessos, crescimento contínuo e persistência empresarial.

Uma modernização tributária, uma melhoria no câmbio e na infra-estrutura são deveres do Governo. Se estas questões forem atendidas, a cadeia do couro e calçado continuará sendo não apenas um dos segmentos propulsores da nossa economia, mas também um grande gerador de mais empregos e riquezas para o Brasil.

Bem-Vindos a Couromoda!
Bem-Vindos a São Paulo!
Bons negócios e boa feira!

 
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