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17/01/2008


Entidades entregam manual
de couro vestuário ao Inmetro


A Abravest e outras entidades empresariais entregaram ao Inmetro, no último dia 15, o Manual de Simbologia Aplicada para Etiquetagem do Couro Vestuário, que levou quase três anos para ser concluído. A cerimônia foi realizada no auditório do mezanino da Couromoda, com a presença dos presidentes das entidades envolvidas e dos técnicos Marcelo Monteiro e Adelgício Leite, ligados à diretoria de qualidade do Inmetro.

Elaborado pelo Grupo Setorial Couro da Abravest, o manual correlaciona e dará aplicabilidade às NBR´s ABNT 15105 e 15106, criadas em 2004 e que definem a simbologia para identificação do couro vestuário, desde a sua origem até a aplicação da etiqueta ao consumidor com símbolos específicos de limpeza e conservação. Ao Inmetro caberá definir regras e procedimentos para a regulamentação, que poderá ocorrer através de uma portaria ou resolução.

Todos os setores terão que garantir a transformação das informações em símbolos adequados aos produtos ofertados ao consumidor. O mercado sabe da necessidade do cumprimento destas normas, todavia a sua efetiva aplicação só vai acontecer quando elas forem regulamentadas e efetivamente ganharem força de lei.

“O processo visa elevar a qualidade da cadeia produtiva do couro e uma produção consciente que beneficiará as diversas esferas envolvidas”, acentua Baltazar Guedes, diretor da Abravest, que teve participação ativa na elaboração do manual.

Para os curtumes, a observância das normas técnicas definidas nas duas NBR´s (que estão em sintonia com as Normas Comuns do Mercosul) será uma espécie de certificado de origem dos produtos (couro) com validade internacional.

Para o consumidor, significará a garantia de que terá condições de saber o que está comprando, inclusive em relação à origem, e de correta higienização e preservação das características de artigos de couro quando levá-los a uma empresa especializada para lavagem, o que atualmente não ocorre. “Hoje o consumidor não recebe as informações que deveria e merecia ter pela falta de regulamentação das normas já criadas”, afirma Marcelo Monteiro, do Inmetro.

A regulamentação também facilitará o trabalho das lavanderias, que atualmente enfrentam dificuldades para falta de informações nas etiquetas de produtos que recebem para limpeza. “Recebemos peças sem nenhuma especificação quanto à forma de lavagem e muitas vezes ficamos sem rumo quando ao procedimento correto”, acrescenta o vice-presidente do Sindicato das Lavanderias do Estado de São Paulo (Sindlav), Alaor Chiodin.

Entidades e empresas envolvidas

• Associação Brasileira das Indústrias de Vestuário (Abravest)
• Centro das Indústrias de Curtume do Brasil (CICB)
• Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem (Abiacav)
• Sindicato das Lavanderias do Estado de São Paulo (Sindilav)
• Associação Nacional das lavanderias (Anel)
• CRC Couro Ltda
• Corium Química Ltda
• Arte Final Couros

 
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