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07/05/2008
Em
artigo publicado nesta terça-feira (6 de maio) no Jornal Gazeta Mercantil
(pág. A3), Waleska Santos, dirigente do Grupo Couromoda e fundadora e presidente
da HOSPITALAR, que integra o Grupo Couromoda/Hair Brasil, fala da importância
das feiras segmentadas para fomentar relacionamento e gerar negócios. Leia
abaixo a íntegra do artigo.
Nos últimos anos, a palavra networking foi repetida à exaustão no ambiente corporativo das organizações que almejam manterem-se competitivas no mercado. Tudo porque cases de sucesso começaram a surgir comprovando a teoria de que trabalhar o relacionamento como um dos pilares empresariais traz benefícios significativos à sustentabilidade dos negócios. Porém, em uma era cada vez mais globalizada e repleta de opções tecnológicas capazes de facilitar a vida das pessoas, encontrar tempo para o contato presencial torna-se muito difícil, mas imprescindível. É sabido que o contato direto ainda é a melhor forma de vender ou promover um produto ou serviço, principalmente quando estes estão concentrados em um mesmo local onde circula um grande número de pessoas ávidas por novidades.
Em termos comerciais e práticos, as feiras proporcionam condições de negociação imediata e a possibilidade de criar um intercâmbio comercial permanente. Elas democratizam as oportunidades de contatos, aproximando todos os tipos de fornecedores e de clientes. Mas apenas quem tem uma visão abrangente de negócios consegue transformar estes contatos em relacionamentos. São estes relacionamentos que revertem em negócios com continuidade, com respeito de lado a lado e com o estabelecimento de uma política exportadora capaz de sobreviver aos soluços do mercado. A capital paulistana, por exemplo, realiza 90 mil eventos por ano, o que pode representar um evento a cada seis minutos; cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos; uma feira de negócios a cada três dias; 2,4 bilhões de receita ao ano; R$ 700 milhões em locação de área para exposição e R$ 700 milhões em serviços. Na última edição da Hospitalar - Feira e Fórum, a maior desse segmento na América Latina e segunda do mundo, por exemplo, as vendas foram superiores a R$ 4 bilhões em equipamentos, produtos e serviços para estabelecimentos de saúde. Ao todo, foram 76 mil visitas profissionais, 3% a mais do que na edição anterior, com representantes de 61 países, contra 52 de 2007. A Feira Médica, maior evento mundial de produtos e serviços de saúde, realizada sempre em novembro em Düsseldorf, na Alemanha, também movimenta bilhões a cada ano. Apenas em 2007, mais de 137 mil pessoas visitaram os produtos apresentados por 4.300 expositores. Estimativas apontam que somente as empresas brasileiras fecharam no ano passado cerca de US$ 2,2 milhões em negócios no evento, além de iniciarem acordos capazes de gerar mais de US$ 32 milhões nos próximos 12 meses. Como tendência de um mundo que não pára, as feiras setoriais estão cada vez mais preocupadas em serem pólos, não apenas para a exposição de produtos, mas sobretudo, em tornarem-se importantes fóruns capazes de reunir lideranças nacionais e internacionais para discussão de novos conceitos de gestão no mercado em que atuam, reunindo eventos paralelos como congressos, seminários, workshops e reuniões setoriais, com foco em gerenciamento e otimização dos recursos financeiros e humanos dos estabelecimentos de saúde. Agilizar o contato entre expositores e compradores, contribuindo para tornar o evento cada vez mais eficiente como instrumento de negócios e relacionamento profissional tem sido um dos nossos maiores empenhos nos últimos anos. Em sua 15º edição, a Hospitalar, que será realizada em junho, em São Paulo, comprova que o relacionamento face-to-face continua sendo um grande impulsionador para a geração de novos negócios. Dra Waleska Santos, médica e empresária, presidente das feiras Hospitalar e OdontoBrasil e vice-presidente do grupo Couromoda/Hospitalar/HairBrasil, com sede em São Paulo.
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