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14/07/2011
Roberto Plasencia S. é diretor geral do Grupo Flexi, a maior fabricante de calçados do México. Em sua participação no World Footwear Congress Rio 2011, nos dias 7 e 8 de novembro próximo, Plasencia representará o setor calçadista mexicano, destacando os aspectos sociais e econômicos da indústria de sapatos desse país. Participante do Painel das Américas: Produção de Calçados, Produtividade, Automação e Custo do Trabalho, Placencia falará sobre as perspectivas e estratégias da indústria de sapatos da região. Confira a entrevista com o empresário.World Footwear Congress – Na sua opinião, qual é a importância desse Congresso na discussão sobre o futuro do setor de calçados? Roberto Plasencia S. – Acredito que o Congresso será uma ótima oportunidade para discutirmos a situação mundial do couro e do calçado e para aprendermos um com o outro da melhor maneira possível. Com certeza, o mundo globalizado colocou todas as empresas numa situação em que não podemos desconsiderar o que está acontecendo nos mercados locais, enquanto precisamos ter uma visão do mercado global, os problemas e oportunidades que afetam cada região. Dessa forma, podemos analisar e definir estratégias que precisamos implementar localmente para ter sucesso globalmente. WFC – O quão importante é para o senhor participar do Congresso? RP – É uma honra participar desse evento representando o setor de calçados mexicana, pois será uma oportunidade para compartilhar a importância da nossa indústria na região, nossas experiências e os atrativos de se produzir calçados no México. WFC – O que o senhor vai apresentar no evento? RP – Vou falar sobre a importância econômica e social da indústria de calçados mexicana para a nossa região. Farei uma apresentação sobre o setor de calçados mexicano, as perspectivas e estratégias que a indústria tem desenvolvido e como se tornar mais competitivo em um mercado globalizado. WFC – Como o senhor vê o presente e o futuro do setor de calçados mundialmente? Seus desafios e perspectivas. RP – O setor de calçados continuará crescendo de forma moderada em todo o mundo, mas o verdadeiro desafio para as indústrias locais será desenvolver a capacidade de entregar pequenos pedidos, de vários modelos, no menor tempo possível com uma relação custo-qualidade competitiva. Isso se deve à tendência no meio-termo, que aponta que, numa economia globalizada madura, produtos para cada local do mundo tendem a ser fornecidos regionalmente. |
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