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11/08/2005 Criada Organização Mundial do Comércio de Calçados
Lojistas de calçados de todo mundo começam a reunir-se numa grande organização global. Foi anunciado nesta quinta-feira, na Itália, a criação da World Shoe Trade Organization (Organização Mundial do Comércio de Calçados), que já tem a adesão de lojistas da Europa, Estados Unidos e Brasil. A nova entidade nasce com a participação das associações de lojistas de 15 países europeus (coordenadas pela CEDDEC - Confederação Européia do Comércio de Calçados), das duas maiores organizações do varejo dos Estados Unidos, a Footwear Distributors & Retailers of America - FDRA (Associação dos Importadores e Distribuidores de Calçados dos EUA) e a National Shoe Retailers Association - NSRA (Associação Americana de Lojistas de Calçados), além da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados – ABLAC. Inicialmente coordenada por Massimo Donda, presidente da CEDDEC, a entidade será estruturada nos próximos meses, devendo ter sua sede em Bruxelas. O lançamento oficial da World Shoe Trade Organization (WSTO) deverá acontecer durante a Couromoda 2006, no tradicional jantar que a feira oferece aos compradores internacionais, no segundo dia de evento (17 de janeiro). Projeto se estruturou no Brasil O projeto da criação da associação mundial de lojistas
vinha sendo desenvolvido, de forma isolada, por várias lideranças
internacionais. Mas acabou tomando corpo e se estruturando a partir de encontro
realizado em São Paulo, no mês de julho, com as presenças
de Massimo Donda (CEDDEC), Peter Mangione (FDRA), Antônio Espolador Neto
(ABLAC), Bill Boettge (NSRA) (por telefone) e Francisco Santos (COUROMODA). As definições para a criação da WSTO aconteceram em reunião durante a última edição da WSA, maior feira americana de calçados, onde o empresário Francisco Santos, presidente da Couromoda, representou a Ablac. Para Santos, este é mais um passo importante na organização mundial do setor, que vai facilitar a relação dos varejistas com as grandes entidades industriais americanas, européias e asiáticas, além de proporcionar um melhor diálogo com os principais órgãos internacionais que influem no comércio mundial, notadamente a OMC - Organização Mundial do Comércio.
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