|
29/02/2008
Micam é porta de entrada para
o calçado brasileiro na Europa
Para as 33 empresas brasileiras que estão expondo na Micam – The Shoe Event – que acontece esta semana em Milão, a feira é a porta de entrada para a colocação de seus produtos na Europa.
O perfil dos visitantes, concentrado em redes de lojas e boutiques, é um dos principais atrativos para quem apresenta suas coleções, uma vez que a maioria das empresas busca atingir estes compradores de modo direto, sem a interface de um distribuidor. “A conquista de parceiros, principalmente de representantes é um dos nossos objetivos”, assinala Rafael Uebel, do setor de exportação do Grupo Dakota (Nova Petrópolis/RS). A empresa quer ampliar as vendas para o mercado europeu, a começar pela Itália, e decidiu focar seus investimentos nas duas principais feiras italianas - Expo Riva e Micam.
O mesmo objetivo tem a Azaléia (Parobé/RS). O gerente de exportação, Claudiomiro de Vargas Gregório, assinala que escolheu a Micam como a principal feira européia por considerar que a mostra auxiliará no processo de reestruturação das exportações das marcas femininas produzidas pelo grupo. “A impressão que temos é de que a Micam é mais selecionada, vindo ao encontro do tipo de compradores que estamos buscando”, diz.
Para Vivian Laube, da Abicalçados, a Micam vem auxiliando o Brasil na divulgação do potencial calçadista, principalmente nos quesitos de alta moda e de fornecedor de pequenos volumes e de grande qualidade. Ela aponta o expressivo movimento de compradores procedentes do Japão, que visam o diferencial das coleções.
“A cada edição, nos tornamos os parceiros ideais para os lojistas que querem qualidade com preços adequados, num meio termo com o calçado italiano”. Os números indicam que este é um bom caminho alternativo. Em 2007, a Itália foi o quarto maior importador de calçados do Brasil, com um crescimento de 33% no volume. No ano passado, foram exportados 5,4 milhões de pares. E em janeiro, ficou em terceiro lugar. O preço médio é o que mais incentiva. Os italianos pagaram US$ 20,78 o par do calçado, contra os US$ 6,85 dos Estados Unidos e US$ 17,25 do Reino Unido.
A Micam é reflexo dos investimentos pesados que as empresas brasileiras vêm fazendo em marketing internacional e no desenvolvimento de produto. A Dakota definiu como foco de produto a marca Tanara e desenvolveu uma coleção de botas e scarpins acompanhada de um mix de bolsas e cintos, voltada para o público feminino de 18 a 25 anos.
A Pampili (Birigüi/SP) trouxe linhas de calçados infantis que estão atraindo a atenção dos visitantes. Um delas é a coleção Bibelô, composta de sapatinhos feitos em fibra de bambu, que tem um componente térmico que adapta o pé da criança ao meio ambiente. Outra é a sapatilha Feet Care, com sistema patenteado que dá conformação exata do pé da menina. “Para nós, a Micam se caracteriza como um momento de fortalecimento da marca”, comenta José Roberto Colli, presidente da empresa, que em fevereiro completou 21 anos de fundação. “A Europa hoje compra entre 20% a 25% do total que a empresa exporta. Oriente Médio e América Latina são os outros principais mercados”, conta Colli.
Participam da Micam as marcas Albanese, Anatomic Gel, Bettarello, Bibi, Bical, Biondini, Cappelli Rossi, Cristófoli, Dakota, Democrata, Di Cristalli, Dilly, Ferrucci, Góoc, Grendene, GVD, Kidy, Luiza Barcelos, Malu, Miezko, Monacci, Pampili, Radamés/Sândalo, Siboney, Stéphanie Clássic, Studio Tmls, Tarragona, Via Uno, Villione, Vizzano/Toccado e Werner.
|