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17/03/2008

Cresce a venda de calçados brasileiros
para a Alemanha

Em visita a GDS: Frank Hartmann, diretor-geral da GDS, Waleska e Francisco Santos, dirigentes da Couromoda

O mercado de calçados da Alemanha continua sendo um mercado importante para a venda de produtos brasileiros. Segundo a Federação do Calçado Alemão, só em 2007, a Alemanha importou 482 milhões de pares e reexportou 122 milhões.

A boa notícia é que o Brasil aumentou suas vendas em 43,9% (2006 para 2007), passando de 1.59 milhão de pares para 2.28 milhões, a um preço médio de 14,86 euros (mais de U$20 dólares).

Estes valores nos afastam dos asiáticos, que dominam 50% do mercado, com um preço médio de 6,7 euros o par, colocando o calçado brasileiro na linha dos italianos (19 euros par), deixando para traz os espanhóis e portugueses.

“Definitivamente subimos um degrau na vitrine e o comprador (consumidor) começa a nos ver com outros olhos. Hoje o Brasil tem um melhor produto, feito em couro e com conteúdo de moda. É neste caminho que temos um largo espaço para crescer, pois ainda representamos só 0,5% das importações da Alemanha”, diz Francisco Santos, presidente da Couromoda.

Missão européia na Couromoda

Aproveitando este bom momento, o presidente da Couromoda, propôs a Frank Hartmann, diretor-geral da GDS, uma parceria com dois focos para a Couromoda de 2009.

A primeira, que a GDS organize uma missão de lojistas e distribuidores para visitar a Couromoda em 2009. E a segundo é ter na feira uma Coletiva Européia organizada também pela GDS, levando alguns fabricantes do italianos e espanhóis.

“Esta missão virá na esteira da iniciativa tomada pelo presidente da Anci, Vito Artioli, que propõe um tratado de livre comércio entre a Comunidade Européia e o Brasil, levantando as barreiras e possibilitando maior comércio de calçados entre o Brasil e os países da CE”, ressalta Santos.
A idéia de livre comércio foi apresentada por Artioli durante coletiva de impresa, que ele realizou em janeiro último na Couromoda, em São Paulo.

Selo de Origem

Francisco Santos, no entanto, considera que antes de discutirmos com os europeus uma possível abertura comercial, é muito importante resolver o assunto da Marca de Origem, que já vem sendo discutida pelos italianos junto a Comunidade Européia, em Bruxelas.

“Sem um selo que comprove que os calçados foram feitos na Europa não pode haver parceria. Hoje não se sabe onde foram feitos os sapatos vendidos na Europa, eles podem ter vindo da China”, diz Santos, presidente da Couromoda.

Acompanhe esta semana no Couromoda.com cobertura da feira GDS.

 
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