|
19/07/2007
Mercosul aprova elevação de tarifa de
calçados da China para 35%
|
Foi aprovada ontem (dia 18), por todos os sócios do Mercosul a elevação da tarifa de importação de calçados chineses. A alíquota vai subir de 20% para 35%.
A aprovação da alíquota é a primeira vitória
do novo presidente da Abicalçados, Milton Cardoso, que foi um dos responsáveis
pelo acordo com o Governo. A nova alíquota também representa uma
grande vitória para os calçadistas brasileiros prejudicados pelo
dólar baixo e preocupados com a competição chinesa no mercado
doméstico.
A nova TEC (Tarifa Externa Comum do Mercosul) começa a valer após
teleconferência com os ministros de relações exteriores de
Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Técnicos do Ministério do
Desenvolvimento acreditam que isso pode ocorrer na próxima semana.
O aumento da alíquota é uma resposta às reclamações
da indústria calçadista, principalmente da região Sul, que
sofre com a valorização cambial. Com o dólar baixo, as exportações
brasileiras ficam mais caras, o que reduz o espaço das mercadorias produzidas
no país e amplia o das chinesas.
A alíquota de 35% foi aprovada por argentinos e paraguaios, faltavam os
uruguaios. A negociação seguiu aspectos técnicos, segundo
diplomatas que participaram das reuniões. A autorização para
a nova TEC, explicam, só foi concedida após estudo de impacto da
medida.
A boa notícia para os calçadistas brasileiros foi anunciada durante
reunião de deputados gaúchos -principal Estado produtor- com o ministro
Guido Mantega (Fazenda). O setor fez pedidos para diminuir o impacto do dólar
- como redução da alíquota do PIS/Cofins e devolução
mais rápida de créditos tributários-, que serão estudados
pelo ministro.
Confecções
Nas confecções, os uruguaios pediram mais tempo para analisar a
medida. "Eles apontaram suas dificuldades em adotar o aumento, mas não
se opõem à adoção pelo Brasil", afirmou o secretário-executivo
do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, em comunicado.
O Brasil pede que a TEC desse segmento também passe de 20% para 35%. Mas
há resistência do Uruguai, que já concedeu benefícios
para a indústria têxtil local. Para as autoridades do país
vizinho, a medida poderia significar mais um incentivo ao setor, o que poderia
descontentar outros segmentos.
Fonte: Jornal Folha de S.Paulo e Couromoda.com
|