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23/07/2007
Constança Basto: paixão e arte em fazer calçados
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Constança
Basto, um dos novos talentos da arte em fazer calçados, e também
uma das estilistas mais respeitadas, fala ao portal da Couromoda sobre sua carreira,
sua empresa, o lançamento da marca Basto de calçados masculinos
e os planos para chegar a 100 lojas no mercado interno.
Couromoda: Como surgiu sua paixão por sapatos, já que
começou a criar aos 15 anos?
Cosntança Basto: Sempre fui apaixonada por sapatos, desde a época
de criança. Comecei a produzir alguns sapatos para meu próprio uso
no sapateiro (aqueles antigos, de bairro) que atendia a minha mãe. As amigas
gostaram, mas apenas muito tempo depois, foi que comecei o a fazer calçados
como negócio.
CM: O que é fundamental ter em um calçado?
CB: Design, conforto, qualidade e elegância.
CM: Onde busca inspiração para as suas criações?
CB: Em qualquer lugar, pode ser um filme, um tema escolhido, uma necessidade
específica, um desejo.
CM: Seus sapatos são vendidos em vários outros países.
O que muda no calçado para a mulher brasileira e o que vai para o exterior?
CB: Em nosso caso, apenas o gosto por alguns modelos. Utilizamos exatamente
a mesma coleção para ambos os países, é apenas uma
questão de gosto e modismo dos diversos lugares. O fator comum é
que todas prezam o conforto e o acabamento.
CM: Atualmente você exporta para quantos países?
CB: Nosso foco está nos Estados Unidos, mas temos alguns clientes
no Japão, Coréia e Europa.
CM: O que o mercado externo representa nas suas vendas?
CB: Atualmente, com a expansão das franquias + queda do dólar,
chega a 20% das minhas vendas.
CM: Suas outras marcas também são exportadas?
CB: Sim, exportamos as marcas Basto e Peach.
CM: Recentemente lançou sua primeira marca masculina. Por que
trabalhar também com o público masculino?
CB: Inicialmente houve uma forte demanda de nossa clientela feminina
e seus maridos que buscavam uma nova opção de consumo. Este foi
o principal fator motivacional. Adicionalmente, em nove anos de trabalho criamos
uma marca que é bem percebida no mercado por ter produtos de extremo bom
gosto, qualidade, sofisticação e requinte, além de uma clientela
que engloba desde artistas renomados nacionais e internacionais, socialites até
executivas poderosas e formadores de opinião de peso.
Em recentes pesquisas constatamos que nossas clientes ficam surpresas ao saber
que estamos apenas há nove anos no mercado, elas imaginavam que estávamos
no mercado há mais de 20 anos.
Desta maneira, lançar uma nova marca aproveitando o branding criado é
um caminho natural. O que buscamos é rentabilizar nossa operação
com conceito e produtos que agreguem valor a marca. A BASTO já está
trazendo mais negócios e sinergia para o grupo.
CM: Quais são seus objetivos com as suas duas novas marcas:
Basto e Peach?
CB: Pretendemos ter 100 lojas da rede no mercado interno, somando nossas
três operações, Constança Basto, Peach by Constança
Basto e BASTO e mais 200 pontos de venda entre boutiques, sapatarias e lojas multi-marcas.
CM: Como avalia o mercado de calçados no Brasil?
CB: É um mercado maduro, com “players” de faturamento
expressivo e grandes operações consolidadas. Atualmente sofre muito
com a queda do dólar e a baixa performance nas exportações,
fator que disseminou o medo nos fabricantes e limitou o espaço para ousadias
em termos de design e acesso a matérias-primas mais rebuscadas.
CM: Para quem Constança Basto cria? Qual é o perfil de
quem usa seus calçados (mulheres e homens)?
CB: Crio para clientes sofisticados, elegantes, que prezam muito o estilo
e a qualidade. Minhas clientes são femininas e sabem explorar seu lado
sensual de maneira delicada e balanceada. Via de regra, nossa clientela tem uma
vida agitada e quer estar sempre linda, bem arrumada e bem calçada, mesmo
com toda a correria do dia-a-dia. Meus clientes são homens e mulheres que
conhecem o mundo, tem muita cultura e sabem o que querem.
Por Janaína Freitas
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