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31/07/2007
Até lá, a rede Arezzo, especializada em calçados femininos, pode faturar na China US$ 150 milhões, quase o mesmo que as 212 lojas brasileiras. A meta da parceria é fechar este ano já com cinco pontos-de-venda - dois seriam abertos em novembro e três em dezembro. A Arezzo vai estrear na China com marca própria e em grande estilo. Um par de sapatos custará, em média, US$ 160, valor acima do preço médio cobrado pelos produtos no Brasil. Seus calçados serão top de linha dentro do portfólio das marcas da Prime Success, uma das maiores empresas de calçados daquele país. "Não vamos vender sapato, mas marca, design, conceito e serviço. Enquanto o mundo compra da China, a Arezzo quer vender para os asiáticos, diz Birman, presidente da empresa. Criada em Hong Kong no final da década de 80, a Prime Success é um gigante com mais de 3 mil lojas na China e capital aberto desde 1995. Além de duas marcas próprias (Daphne, de calçados femininos, e a popular Shoebox, que vende um par de sapatos a US$ 10), a empresa tem a distribuição exclusiva da Adidas na China e fabrica sapatos para dezenas de varejistas mundo afora, como as americanas Wal-Mart e JC Penney. No ano passado, seu faturamento foi de quase US$ 400 milhões. Negociação O investimento para a abertura de lojas ficará a cargo da empresa chinesa. Trata-se de uma operação típica de franquia. A Arezzo entrará com os sapatos, o treinamento de vendedores e o conceito de vender sapato, bolsas e acessórios no mesmo lugar. As lojas Arezzo na China terão a mesma configuração das brasileiras e portuguesas - no começo deste ano, a grife brasileira abriu sua primeira franquia em Lisboa. Segundo Goldberg, os sapatos, pelo menos nos dois primeiros anos, serão produzidos no Brasil. "Depois disso, é possível que a China também produza, até para as empresas melhorarem suas margens. Se isso acontecer, a Prime Success não poderá usar mão-de-obra infantil nem escrava", diz Goldberg. Globalização Fonte: AOL.com |
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