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16/08/2007
Diretor da
LVMH, Pablo Carolà, fala sobre o relacionamento da marca com funcionários
e clientes
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Pablo Carolà, diretor de Recursos Humanos da Louis Vuitton para a América Latina e África do Sul, falou sobre as ações que a marca realiza em todo o mundo, em palestra na Artemoda, em São Paulo.
Na palestra, que abriu a 5ª edição do Programa de Gestão da Moda (PGM), o diretor de RH relatou ações simples que a marca realiza junto aos seus 10 mil empregados em 50 países, para motivar as equipes de vendas das 371 lojas da grife.
“O gerente da loja tem que ser um gestor de negócios, de pessoas e de resultados. O trabalho em equipe é fundamental. Por isso não trabalhamos com comissão. Somos um grande time, onde devemos conhecer cada uma das pessoas que fazem parte deste time”, declarou Carolà.
Quando perguntado se o fato de não trabalhar com comissão não desmotiva os vendedores Carolà respondeu: “Temos salários fixos e os empregados ganham com o crescimento total das vendas. Ai a importância do trabalho em equipe para que a loja atinja sua meta, que é de todos e não individual de cada vendedor”.
Para o diretor, as comissões não são a melhor maneira de incentivar funcionários. “Temos várias promoções internas e os nossos funcionários sabem que quando entram na LVMH eles têm um plano de carreira e um comprometimento com a empresa. Em 70% dos casos, os gerentes foram vendedores. Ou se percebemos que um funcionário não está conseguindo desenvolver seu potencial em uma área procuramos uma outra função para ele na empresa.”
Atrair novos cliente e manter os que já temos
Assim como outras empresas, a grife francesa Louis Vuitton também trabalha para atrair novos clientes e manter os que já tem. “Queremos fidelizar como nossos clientes homens e mulheres jovens e para eles estamos criando novas linhas de produtos. A maioria dos nossos produtos é igual em todo o mundo. O que não nos impede de ter alguns produtos diferentes em alguns países”, diz o diretor.
Quanto à linguagem visual das lojas elas seguem um padrão. “Nossas vitrines e também a estrutura das lojas seguem a mesma linha em todo o mundo. Queremos que o nosso cliente tenha o mesmo atendimento e identificação com os nossos produtos e nossas lojas onde quer que ele esteja: comprando no Brasil ou no Japão ele tem que “sentir” que está em uma loja da Louis Vuitton”.
Os números da empresa
Em todo o mundo, a organização tem 10.000 empregados, exerce 85 atividades diferentes, trabalha com 13 unidades de produção e 371 lojas, em 50 países. Cerca de 62% de sua equipe trabalha fora da França - país onde teve início a produção das bolsas e malas de luxo em 1854.
Por Janaína Freitas
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