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03/04/2008

Museu da Brashoes terá acervo de Nestor de Paula e mais de 250 máquinas antigas

A Brashoes e Diva de Paula, esposa do ex-presidente da Calçados Azaléia, assinaram no último dia 26 de março, um protocolo de intenções para utilização do acervo pessoal do fundador e ex-presidente de Calçados Azaléia, Nestor de Paula, falecido há três anos, num museu que será instalado em Novo Hamburgo/RS.

Na assinatura do protocolo Júlio César Seidl, Diva de Paula e Gerson Sparrenberger

Troféus, fotos, documentos e discursos, entre outras peças reunidas pelo empresário ao longo de sua carreira, vão ser disponibilizados numa área de 800m², atualmente em fase de preparação, junto à sede da Brashoes. No local também serão expostas mais de 250 máquinas para produção de calçados antigas doadas pela empresa 3R do Brasil, dirigida por Adão Rosa Pereira, entre elas uma prensa hidráulica Singer de 1929.

O projeto do museu prevê a criação de uma curadoria e um website, além de visitas monitoradas de profissionais ligados ao setor calçadista e do público em geral. A inauguração deverá ocorrer em 2009. “O objetivo é resgatar a evolução tecnológica da indústria calçadista no Vale do Sinos e a história do homem que criou uma das maiores empresas do setor”, destaca o diretor-presidente da Brashoes, Gerson Sparrenberger.

“São materiais que pertencem à família, mas também interessam à comunidade”, completa o diretor de relações institucionais da Brashoes, Júlio César Seidl.

“Para nós, este é um momento de grande alegria”, disse Diva de Paula. Conforme ela, a intenção de Nestor de Paula era manter um local onde as pessoas pudessem ter contato com a história e certificar-se de que é possível transformar sonhos em realidade, como ele o fez à frente da Azaléia, ao longo de mais de 40 anos. Durante vários anos, parte do acervo esteve exposta na sede da empresa, em Parobé/RS. Com a venda do controle acionário da companhia em 2007, foi retirada.

“As pessoas vão se surpreender com o que verão”, antecipa Diva, referindo-se ao grande número de peças reunidas e à importância de algumas delas. A Brashoes, segundo ela, é o local adequado para a instalação do museu, com o que passará a oferecer, em locais próximos, a tecnologia do passado e a atual para produção de calçados. “O antigo e o novo, juntos, serão grandes atrativos aos visitantes”, conclui.

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