|
16/04/2008
Moda brasileira: parcerias, compras
e vendas movimentam o mercado |
Luciane Robic, diretora do IBModa – Instituto Brasileiro de Moda, que oferece cursos de profissionalização na área de moda, fala para o portal www.couromoda.com, sobre as mudanças no mercado da moda que passou a ser visto como um ‘mercado de investimento’ para outras empresas. Veja a entrevista.
Couromoda: Como você avalia o atual momento vivido no mercado da moda brasileira?
Luciana Robic: Cheio de oportunidades de crescimento que nunca se teve antes. Entretanto para aproveitar o momento é necessário uma forte avaliação da marca, mercado e potencialidade de crescimento. A hora é de profissionalização, ressaltando principalmente a necessidade de se rever gestão de atividades que agreguem valor para o consumidor, como por exemplo a gestão de marcas.
CM:Como avalia o interesse de empresas internacionais e empresas de investimento por marcas brasileiras de moda?
LR: Acho muito interessante todo esse movimento. Isso está acontecendo no nosso setor pois existe espaço para crescimento das marcas e do valor agregado que elas atribuem. Entretanto, há de se pensar estrategicamente a integração entre as partes do negócio. Por um lado as marcas para não se perder a identidade que já existe e como se organizar para fortalecer esse elo, por outro lado os investidores que precisam entender melhor desse mercado tão peculiar.
CM: O que estas negociações podem mudar no mercado?
LR: Ainda é muito cedo para definir qualquer cenário, mas é evidente que devemos ter muita cautela para não gerar uma expectativa acima da performance do mercado. É claro que os investidores têm expectativas aceleradas para os resultados dos seus investimentos, mas por outro lado esse modelo de integração/fusão é muito novo no mercado da moda, que recentemente se viu como negócio, diferentemente do mercado internacional, onde a moda já é fonte de resultados financeiros de grandes conglomerados.
CM: Qual a vantagem para uma marca brasileira neste tipo de parceria?
LR: Poder de investimento e aprendizado de gestão de resultados para o crescimento de suas marcas. Talvez futuramente poder desenvolver estratégica de internacionalização com posicionamento mais efetivo.
CM: O que vem atraindo o interesse dos grupos internacionais por marcas brasileiras?
LR: A forma de entender o comportamento muito exclusivo que os brasileiros têm e também fontes de inspiração que nosso país oferece, que vem através de nossa cultura, life style, arte, música... enfim.
CM: Você acredita que estas parcerias fazem parte do futuro da moda brasileira?
LR: Fazem parte do agora e provavelmente influenciarão fortemente o futuro. Como falei anteriormente é muito cedo para gerarmos expectativas e ainda projetar o futuro. Pois tudo é muito novo.
CM: Você acha que este é um caminho para marcas nacionais ganharem visibilidade no mercado internacional da moda?
LR: Sem dúvida, se conseguirmos passar essa fase de integração (sem perder a originalidade da identidade dessas marcas) com certeza será um grande passo para a internacionalização.
Por Janaína Freitas
Leia também:
• Arezzo vai abrir mais de 350 lojas em 13 países. A primeira
loja na China abre em maio
|