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13/08/2009
| Fabricantes de máquinas têm
R$ 1,13 milhão para investimentos
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Dois convênios assinados na última terça-feira pela Associação
das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para Couro e Calçados
(Abrameq) com o Sebrae Nacional e a Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI) disponibilizam R$ 1,13 milhão às empresas associadas
para investimento em dispositivos de segurança para equipamentos já
existentes e desenvolvimento de novos modelos de máquinas e novos processos
de fabricação de calçados.
A solenidade reuniu dirigentes de entidades, empresários e autoridades
do Vale do Sinos/RS, que estão otimistas em relação aos resultados
das ações a serem implementadas. “Com os novos projetos, vamos
continuar levando a diferentes regiões do país a tecnologia que
nossas empresas desenvolvem para produção de calçados, em
que os sistemas de segurança se destacam”, disse o presidente da
Abrameq, Délcio Schmidt.
Num dos projetos, Sebrae e Abrameq vão apoiar as indústrias no desenvolvimento
de soluções de segurança a serem incorporadas em máquinas
e equipamentos. O programa, no valor de R$ 590 mil, segue uma série de
ações já desenvolvidas em conjunto com a Abicalçados
e objetiva disseminar para a indústria coureiro-calçadista o conhecimento
técnico obtido, aumentando assim o nível de qualificação
da cadeia no tema segurança e, com isso, embasar a criação
de normatização específica para garantia de segurança
no trabalho em máquinas no setor.
A parceria prevê mapeamento dos equipamentos mais críticos; identificação
de soluções em segurança a serem aplicadas nas máquinas;
capacitação em análise de risco no projeto e no desenvolvimento
de máquinas; assessoria para a implementação das soluções
junto aos fabricantes e disseminação junto aos clientes das melhorias
adotadas.
O novo projeto dá continuidade a outro que as entidades desenvolveram em
conjunto a partir de meados de 2007, cujos resultados superaram as expectativas.
Ao longo de dois anos, foram realizados 15 eventos denominados Abrameq Tecnologia,
voltados a vendas e disseminação de informações, envolvendo
1,4 mil empresas atendidas e 3,38 mil profissionais. “O número de
empresas participantes chegou a 37 e o volume de vendas gerado foi de R$ 3,72
milhões”, revela o diretor-executivo da Abrameq, Marcelo Adriano
da Silva. Conforme ele, o projeto também elevou em 15% as vendas de máquinas
nos mercados atendidos e reduziu em 4% o número de acidentes de trabalho
em 2007.
Dentro do novo projeto, a Abrameq e o Sebrae vão realizar três novos
eventos até o final de 2010, com a participação de mil empresas
e 2,4 mil profissionais, além de implementar e documentar inovações
em cinco famílias de máquinas e reduzir em 5% o número de
acidentes de trabalho.
O diretor técnico do Sebrae Nacional, Luís Carlos Barbosa, afirmou
que o alcance das metas da etapa anterior foi determinante para a realização
do novo projeto, que consolida o relacionamento com a Abrameq e abre perspectivas
de novos trabalhos em conjunto. “Iniciativas como estas evitam lacunas no
apoio às necessidades dos setores e permitem que, cada vez mais, os equipamentos
tenham uma operação segura e altamente produtiva”, acentuou.
O outro projeto, em parceria com a ABDI, prevê investimentos de R$ 540 mil
no desenvolvimento de novos modelos de máquinas e novos processos para
fabricação de calçados. Parte da premissa que a redução
nos lotes de produção na indústria calçadista é
uma resposta inevitável à nova configuração do mercado
consumidor internacional, porque a indústria nacional se encontra pressionada
a ofertar produtos variados com menor tempo de desenvolvimento e entrega. Por
outro lado, tem sua fatia no mercado de grandes volumes tomada por produtores
asiáticos, cuja competitividade se baseia em custo.
O projeto visa diagnosticar o processo de fabricação calçadista,
seus gargalos e aspectos críticos, comparando-o a processos fabris referenciais
em termos de set-up rápido, estabelecendo, a partir daí, conceitos,
práticas e dispositivos que possam ser incorporados na fabricação
de máquinas e disseminados à indústria calçadista.
O presidente da ABDI, Reginaldo Braga Arcuri, elogiou a integração
da cadeia produtiva do calçado brasileiro, que permite ao setor manter
uma posição importante no mercado mundial. “Quando todos trabalham
na mesma direção, tem-se melhores condições de vencer
os desafios que as mudanças econômicas propõem e opõem
ao setor produtivo”, afirma.
Conforme Arcuri, a ABDI, o BNDES e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior) integram a política de desenvolvimento
industrial brasileira e são responsáveis por estimular o setor de
bens de capital a atingir grau de sofisticação cada vez mais alto.
“Os projetos que realizamos, como este com a Abrameq, permitem que possamos
dar respostas às necessidades das cadeias produtivas e das empresas, tornando-as
capazes de manter o padrão de competitividade mundial e avançar
sobre novos mercados”, destacou.
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| Legenda: Reginaldo
Braga Arcuri (ABDI), Tarcísio Zimmermann (prefeito de Novo Hamburgo), Délcio
Schmidt (Abrameq), Luís Carlos Barbosa (Sebrae) e Marcelo Adriano da Silva
(Abrameq) |
Por Milton Grabin, de Novo Hamburgo/RS
Fotos: Diego Rosinha / Grupo Sinos
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