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22/07/2010
O sul de Santa Catarina retoma aos poucos a produção de calçados, atividade que nos anos de 1980 projetou a região em nível nacional. O crescimento do volume fabricado nos últimos anos é resultado de um programa de competitividade desenvolvido pelo Sebrae/SC em parceria com as prefeituras de Sombrio e Araranguá, Associação Empresarial de Sombrio, Instituto Federal Catarinense, IBTeC e indústrias de calçados e acessórios de couro. Iniciado em 2008, o Arranjo Produtivo Local das Indústrias de Calçados e Artefatos de Couro do Sul Catarinense já reúne 30 empresas, entre fabricantes, fornecedores e prestadores de serviços, que participam de atividades nas áreas de gestão e melhoria do processo produtivo. “As consultorias e os treinamentos ministrados por técnicos do Sebrae/SC e do IBTeC, de Novo Hamburgo/RS, já oportunizaram o aumento da produção local para cerca de 100 mil pares ao mês”, enfatiza o gestor do projeto, Eugenio de Souza Martinez, analista do Sebrae/SC. Conforme ele, os investimentos previstos até a conclusão do projeto em 2012 irão totalizar cerca de R$ 1,5 milhão e incluem, além de ações de capacitação gerencial e qualificação técnica, a participação em feiras e rodadas de negócios, que oportunizam novos mercados às indústrias locais, originários inclusive de outros países. A próxima etapa do projeto tem como foco a área de design, considerada ainda deficiente. Projeto visando a instalação de uma escola federal de design já foi encaminhado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). A expectativa dos parceiros é de que ele seja aprovado e o valor previsto - R$ 1,5 milhão -, liberado pelo governo federal ainda este ano, permitindo o início das obras na cidade de Sombrio, divisa com o Rio Grande do Sul. “A formação de designers permitirá que as empresas evoluam também na concepção dos produtos, pois a produção já atinge níveis adequados”, afirma o consultor Marcelo dos Santos, credenciado pelo Sebrae/SC. As conquistas em decorrência da participação no projeto são destacadas pelos dirigentes das indústrias. “As ações têm sido de extrema importância para o nosso crescimento”, afirma Antônio Carlos Pereira, da Zimbauê, fabricante de calçados femininos em Araranguá. Conforme ele, a produção da empresa passou de 50 para 500 pares ao dia desde 2008 graças à melhoria da qualidade e à presença em feiras, onde, além de novos clientes, teve contato com os melhores representantes que possui atualmente. Com a evolução, a fábrica também já conquistou clientes de outros países, para os quais já exporta parte da produção. Apolinário dirige a Tanupé, fabricante de pantufas e chinelos para uso dentro de casa. Com a participação em consultorias em gestão e produção, a empresa já comercializa seus produtos nas regiões sul e sudeste e prepara novidades: uma linha de calçados de couro e solado de madeira está sendo desenvolvida e deve ser lançada em breve. “A aceitação da nossa marca tem sido boa e acreditamos que podemos avançar ainda mais”, enfatiza. Em janeiro do próximo ano, os calçadistas do sul de Santa Catarina estarão presentes à 38ª Couromoda em busca de novos negócios. “Quem não é visto não é lembrado”, destaca Pereira, da Zimbauê. A marca é uma das que vão participar do estande coletivo na feira e de olho em lojistas de todos os estados e importadores. Por Milton Grabin, de Novo Hamburgo/RS |
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