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03/08/2010

Seminário ressalta diversidade de experiências
e a importância do trabalho manual


O Seminário de Design e Tecnologia, que aconteceu durante o Inspiramais, na última semana, contou com a participação de importantes profissionais do setor da moda. Entre eles podemos destacar a palestra realizada por Luís Justo, CEO da Osklen, que aproveitou a oportunidade para contar a trajetória da marca.

Para ele, a criação do produto é consequência de uma estratégia, que tem em sua origem algo para contar. “Só acredito em produto que tem história e que é resultado de um longo e minucioso caminho”, disse.

Dois insights apresentados merecem destaque Os problemas não se resolvem sozinhos e Em time que está ganhando não se mexe. No primeiro, o palestrante deu como exemplo a indústria fonográfica que vive um momento delicado, de queda no faturamento. Luis Justo relembrou esse caso, com o intuito de incentivar as empresas a resolverem seus problemas e não deixá-los a mercê do tempo.

Já no segundo, enfocou que mesmo em empresas em situação favorável é necessário pensar em mudanças com o objetivo de fortalecer essa estabilidade. “Esse pensamento percorre todas as áreas desde a coleção, que precisa provocar o desejo de consumo, a cada seis meses, até a comunicação com o público, que deve ser adequada às mudanças de cada período”, revelou.


Outro tema abordado foi o Design Artesanal. A palestra apresentada por Renato Imbroisi com formação em tecelagem manual, mostrou alguns casos de sucesso na implantação e no incremento do trabalho artesanal em comunidades do Brasil, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Imbroisi esclareceu que a implantação de um projeto nessas comunidades leva em média três anos. “Nesses lugares nem sempre têm um artesanato que represente a região. Quando isso acontece, observo quais são as principais técnicas desenvolvidas e depois uma é eleita como principal”, comentou.

Materiais como lã, sisal, fibra do buriti, linha, couro de peixe, capim dourado, bagaço de cana e barro são algumas das matérias-primas já usadas por Imbroisi em seus 135 trabalhos. “Em cada projeto de capacitação são gerados cerca de 30 a 40 produtos. Depois de um tempo, apenas aqueles que se destacam continuam sendo produzidos, explicou.

Segundo ele, a ideia é criar ou ampliar a renda para assim melhorar a vida nessas comunidades. “Esses projetos na maioria das vezes são implementados com o apoio do Sebrae e do Governo Federal, por meio dos ministérios”, disse o profissional que já trabalhou com comunidades de várias partes do Brasil.

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