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01/09/2010
As importações totais de calçados de janeiro a julho, somando o volume de cabedais (medido em pares) e de outras partes de calçados, como solas (medidos em quilogramas), já são 15% maiores do que as do mesmo período de 2009. Este ano, o quantum (soma de calçados, cabedais e outras partes) das importações totaliza 27.259.539, enquanto nos sete primeiros meses de 2009 era de 23.799.900. Somente em calçados, o Brasil importou 17,5 milhões de pares no período, sendo 15,8 milhões oriundos de China, Indonésia, Malásia e Vietnã. O volume reduziu-se 17% em relação ao do ano passado, quando o país importou 21,2 milhões de pares. O volume de cabedais, porém, teve variação de 286%, chegando a 7,9 milhões este ano (originários da China e do Paraguai), enquanto no ano passado haviam entrado no Brasil 2 milhões no mesmo período. Outras partes de calçados, incluindo solas e outros componentes, medidos em quilogramas, totalizaram 1,7 milhão (1,4 milhão oriundo da China). Nos sete primeiros meses do ano passado, haviam sido importados 568,3 mil, dos quais 270,6 da China. A elevação foi de 209%. O acumulado de janeiro a julho deste ano, comparado ao do mesmo período do ano passado, indica que a balança comercial de calçados teve saldo de US$ 733,9 milhões, ficando positiva em 14,8%. A exportação obteve o valor de US$ 900,9 milhões, gerando alta de 10%, enquanto a importação ficou em US$ 166,9 milhões, o que configura um decréscimo de 5,3%. Estes resultados geraram uma corrente de comércio de US$ 1 bilhão, o que demonstra alta de 7,6%. Nos injetados, a maior queda Conforme o capítulo 64 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), alguns segmentos apresentaram queda nos embarques, porém os calçados de cabedal injetado (NCM 6401) tiveram o pior desempenho, somando o fato de ser o segmento com menor participação nas exportações. De janeiro a julho, foram embarcados 256,1 mil pares de injetados contra 392,6 milhões de pares no mesmo período do ano anterior – uma queda de 34,8%. O faturamento registrado em 2010 foi de US$ 1,8 milhão contra US$ 2,9 milhões em 2009 – déficit de 37,1%. Os calçados sintéticos (NCM 6402), por outro lado, mostraram crescimento. Foram 62,5 milhões de pares enviados ao exterior este ano contra 49,5 milhões de pares nos sete primeiros meses do ano passado – o que representa alta de 26,4%. O faturamento foi de US$ 259,9 milhões até julho deste ano, sendo que no ano passado havia sido de US$ 210,5 milhões. Houve elevação de 23,5%. Esta nomenclatura é responsável pelo maior volume vendido ao exterior. Já os calçados em couro (NCM 6403) também mostraram trajetória negativa em volume. Foram 4,8% a menos em termos de quantidade exportada. De janeiro a julho de 2010, foram 23 milhões de pares, contra 24,1 milhões de pares em igual período do ano anterior. As divisas, porém, tiveram alta de 5,6%. Foram US$ 590,2 milhões este ano, contra US$ 559,1 milhões no ano passado. Os produtos em material têxtil (NCM 6404) apresentaram leve queda, de 1,9%, em quantidade vendida – 2,72 milhões de pares este ano, contra 2,77 milhões de pares em 2009. Já a receita cresceu 11,1%. As vendas geraram faturamento de US$ 42 milhões nos sete primeiros meses deste ano, contra US$ 37,8 milhões até julho de 2009. As vendas de outros tipos de calçados, geralmente classificados como exóticos (NCM 6405), foram da ordem de 524 mil pares este ano. No ano passado, haviam sido enviados 503,9 mil pares, o que indica uma elevação de 4%. O faturamento cresceu 26,9%. Em 2010, atingiu US$ 6,9 milhões. Até julho de 2009, era de US$ 5,5 milhões. |
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