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09/09/2010
O Brasil Têxtil 2010, Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira, elaborado e editado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), acaba de ser lançado e oficializa os dados do setor, até então estimados, a respeito do mercado interno de 2009. O relatório é uma parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), através do Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira (Texbrasil), desenvolvido em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Dentre os dados que impressionam, está a participação da cadeia têxtil brasileira na indústria de transformação, com 5,7% do faturamento. Em termos de pessoal ocupado, a participação é ainda mais significativa, com 17,1% do emprego total da indústria de transformação nacional. Em relação à quantidade de empresas e empregos gerados, o IEMI aponta que, entre 2005 e 2009, o número de empresas em atividade nos segmentos têxteis cresceu 16%, enquanto que nos segmentos de confecção o aumento foi de 22%. Quanto ao índice de pessoal ocupado, houve um incremento de 3,9% nos segmentos têxteis e de 8,7% nos de confecção. Em 2009, os investimentos em máquinas e equipamentos foram de US$ 811 mi, o que representa uma redução de 17,6% em relação aos valores de 2008. Essa redução foi mais um reflexo da crise mundial que atingiu os planos de investimentos em 2009, dada a retração de grandes mercados. As máquinas importadas no ano passado recuaram 21,5% se comparadas ao ano anterior e as máquinas nacionais caíram 4,9%. A região Sudeste se destacou em 2009 pela concentração dos maiores mercados consumidores, assim como por sediar os principais centros de distribuição de atacado e varejo do Brasil. Entretanto, entre 2005 e 2009, tanto o Sudeste quanto o Sul e o Norte perderam parcelas significativas de suas participações para mercados das regiões Nordeste e Centro-Oeste. |
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