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11/07/2012



CICB e Apex iniciam novo convênio para ampliar exportação de couros

Ampliar as exportações de couros dos atuais USS 2,05 bilhões (desempenho em 2011) para US$ 2,34 bilhões em 2014 é um dos objetivos do novo convênio entre o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e a Agência de Promoção às Exportações (Apex-Brasil), que se inicia este mês.

De acordo com o projeto, no biênio 2012-2014, serão investidos R$ 7,26 milhões em ações, nos mercados nacional e internacional, para tornar o País referência internacional no fornecimento de couros com valor agregado e conceito de sustentabilidade.

O plano estratégico compreende a criação de uma certificação ambiental baseada em padrões europeus e sua validação no mercado internacional. Outro projeto é a criação de um centro de design voltado principalmente ao segmento de couros exóticos, que desperta interesse entre estilistas e grandes marcas internacionais de calçados e acessórios e pode abrir espaço para outros tipos de couros brasileiros no Exterior.

Para aumentar o valor exportado, serão desenvolvidas ações para agregar valor ao produto e elevar o número de curtumes internacionalizados e o de curtumes exportadores. As empresas do setor, conforme José Fernando Bello, presidente do CICB, serão incentivadas a investir em automação, melhorar a qualidade do couro produzido e qualificar seu sistema de gestão.

Os mercados alvo da indústria brasileira do couro estão divididos em três categorias: principais (Estados Unidos, Itália e China), novos (Alemanha, México e República Dominicana) e prospecção (India, Rússia, Emirados Árabes Unidos). Os países do primeiro grupo são responsáveis por 66% das vendas externas de couros, envolvendo, respectivamente, acabados, wet blue e couros diversos. "Além de manter os mercados tradicionais, vamos investir para a conquista de novos países, como a India, com potencial gigante, e os Emirados Árabes, onde os couros de alto valor agregado e os exóticos têm grande aceitação", destacou.

A estratégia de manutenção e conquista de mercado no Exterior inclui a participação em feiras tradicionais, como Le Cuir a Paris (Paris), All China (Shangai) e APLF (Hong Kong), mas também outras, como A+A, na Alemanha (para o segmento de EPIs e materiais de segurança) e High Point, com visitantes de todo o mundo.

Além da presença em feiras internacionais, o CICB estuda a promoção de um roteiro fashion e tecnológico no Exterior. A ideia é organizar visitas às sedes de empresas europeias que tem unidades no Brasil em busca de novos conhecimentos.

O mercado interno também está contemplado no programa. Em conjunto com entidades regionais e empresas associadas, serão feitas ações para valorizar o couro em todos os polos calçadistas.

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