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10/08/2012



Dia dos Pais: período de boas vendas para o varejo



O momento atual vem se caracterizando pelas boas vendas do comércio de calçados, que está em plena liquidação de inverno e tem à frente uma das principais datas promocionais do ano – o Dia dos Pais.

Atrativos aos clientes, segundo os lojistas, não faltam. A maioria das lojas oferece descontos generosos em diversos produtos e brindes especiais. Assim, os pais, além de ganharem um novo par de sapatos, tênis, cinto ou carteira, podem ter uma surpresa extra, que pode ser uma garrafa de vinho, por exemplo.

Tudo isso parece mexer com os consumidores. Pesquisa de intenção de compra efetuada pela Serasa Experian mostra que os presentes mais procurados pelos filhos são roupas, sapatos e acessórios (57%). O índice – superior ao de concorrentes diretos como celulares e perfumes – anima os lojistas de todo o Brasil, que planejam aumentar o faturamento e reduzir as perdas dos últimos meses.

A Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac) projeta um crescimento de 5% nas vendas do varejo este mês. "Dia dos Pais é tradicionalmente uma data que faz crescer a procura por produtos destinados ao púbico masculino e com a liquidação de inverno em andamento as mulheres aproveitam para adquirir novos modelos também para si", explica o presidente Carlos Ajita.

Já a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) prevê um volume de vendas 4% maior em comparação ao mesmo período do ano passado. A projeção da entidade é inferior à da data em 2011 (8%) devido à desaceleração econômica, mas acentua que o tíquete médio se manterá: R$ 90,00. Vestuário – inclusive a linha de inverno – e calçados devem ser os itens de maior procura por parte dos consumidores.

A Federação de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL/RS) elaborou uma projeção de desempenho similar: acréscimo de 4% nas vendas deste Dia dos Pais, em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente Vítor Koch, a liberação de um novo lote de restituição do Imposto de Renda (IR) e a renegociação das dívidas dos consumidores pelas instituições bancárias, pressionadas pelo governo federal, são fatores que determinarão um aumento de vendas.

"Não se pode esquecer também de que o varejo vive um período de liquidações, sendo possível aos filhos e às esposas adquirir calçados e confecções a preços reduzidos, o que sempre é um atrativo a mais", enfatiza Koch.

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