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09/08/2019

Calçados outdoor serão os novos "tênis" do setor?

Os especialistas de calçados outdoor vão começar a oferecer tênis e os primeiros serão a nova febre em substituição aos segundos? Em 2018, o volume de negócios das empresas do segmento outdoor cresceu 8%, superando 4,5 bilhões de euros. Um valor que não inclui grupos como o Decathlon, por exemplo, que não subdivide as vendas por tipo de produto. Segundo o portal Modaes, a taxa de crescimento não foi de dois dígitos (como nos anos anteriores) e o setor está questionando como lidar com a situação.

O futuro poderia revelar uma desaceleração ainda mais acentuada. Outra situação alarmante é vista no mercado europeu. Em 2018, o volume de negócios na UE caiu 0,9%, para um total de 1,69 bilhão de euros. A liderança do setor é mantida pelo grupo Wolverine Worldwide, proprietário (entre outros) da Merrell e Saucony. Wolverine fechou o último ano fiscal com aumento de 4,7% nas vendas desse tipo de produto, chegando a arrecadar 898 milhões de dólares. Um recorde que na verdade vale por dois. O outro refere-se à Merrell, marca que detém a maior fatia do mercado de calçados outdoor do mundo.

De acordo com a Modaes, o segmento de calçados outdoor ainda está muito longe de atingir as quotas de mercado de tênis e de jogadores como a Nike e a Adidas. E pode-se notar a desaceleração: “estão reforçando a crença de que o setor deve buscar novos consumidores”. Onde? Na cidade. Marcas como Columbia e The North Face já desenvolveram coleções menos “para montanha” e mais “urbanas”, de olho em consumidores mais atentos às tendências. Quais? Sobretudo os esportistas. Estamos vendo uma linha particular emergir no horizonte: uma (possível) “sneakerização” do sapato outdoor. Vai acontecer?

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