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28/09/2018

China: chegam as lojas “falsas”

Falsificar os produtos só não basta. Na China, agora também se abrem lojas falsas. Foi o que aconteceu no polo comercial de Renhuai, cidade de 100 mil habitantes na província de Guizhou, onde apareceram as lojas “Loius Vuitton” e “Plada”. Em poucas palavras, agora vemos no varejo a tática mais antiga de cópia comercial do mercado: a mesma fonte, logotipo muito semelhante, mas detalhes (e que detalhes!) que denunciam a diferença substancial.

Como explicado por um relatório da Inkstone retirado da Rivista Studio, a operação não é só (obviamente) ilegal, mas também ardilosa: os empreendedores mentirosos abrem essas lojas em cidades ou bairros com pouco contato com o luxo, onde os moradores são mais propensos a caírem na armadilha e depois se mudam assim que as queixas chegam.

A loja “Loius Vuitton” em Renhuai, por exemplo, foi fechada e abandonada em dois dias. Não é novidade encontrar esse tipo de prática na China. Em 2013, em Shenyang, foi criada uma verdadeira rua de luxo completamente falsa: em Wanda Square, destacavam-se nomes como Herwes, Cnanel e Cairter. Anteriormente, em 2011, na província de Yunnan, havia sido aberta uma megastore em todos os aspectos igual à Ikea, com relação a conceitos e produtos em exibição, mas que não era Ikea.

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