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07/06/2019

China segue com vendas impressionantes no comércio online; já no varejo físico, performance é mais tímida

A China confia em seus dois "dragões" online. Enquanto a situação econômica nacional e as tensões internacionais (com os EUA) impõem uma desaceleração no varejo, com a moda que até regride pela primeira vez desde 2009, os resultados trimestrais das principais gigantes de tecnologia do país, Tencent e Alibaba, quebram as previsões de crescimento para receitas e lucros.

Um contraste que destaca como o mercado do antigo Império Celeste ainda está em uma fase de considerável dinamismo, em que a movimentação continua extremamente complexa. Em detalhe, a Tencent, uma gigante chinesa especializada em serviços de entretenimento, Internet e telefones celulares, além de desenvolvedora do aplicativo de mensagens WeChat, anunciou para o primeiro trimestre de 2019 um lucro líquido de 14% para 20,9 bilhões de yuans (cerca de 2,7 bilhões de euros) e receita total de 85,4 bilhões de yuans (cerca de 11 bilhões de euros), uma progressão de 16%.

O Alibaba, por sua vez, já nos primeiros três meses do ano, superou as estimativas em termos de vendas e lucros, dando provas de querer desafiar a desaceleração no país, assim como as crescentes tensões entre Washington e Pequim. As vendas da multinacional dispararam 51% para 93,5 bilhões de yuans (cerca de 12,1 bilhões de euros), enquanto o lucro líquido triplicou para 25,8 bilhões de yuans (cerca de 3,3 bilhões de euros).

A prova de força dos seus gigantes é um sinal reconfortante para a economia chinesa, cuja desaceleração ficou sob os holofotes recentemente. Uma desaceleração que refletiu nos dados de varejo de abril. De acordo com o relatório do National Bureau of Statistics (NBS), de fato, no mês passado o varejo cresceu 7,2% em relação ao ano anterior, o ritmo mais lento desde maio de 2003.

As vendas de roupas caíram pela primeira vez desde 2009. A lista de marcas que recentemente decidiram se retirar do país aumentou: após as decisões de Zara, Burberry, Macy’s e New Look, Topshop, Amazon e 10 Corso Como também decidiram reestruturar sua presença na região, ou até mesmo dizer adeus à Grande Muralha.

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