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06/03/2020

Coronavírus: emergência diminui a produção

Shows sem público, escritórios fechados, suprimentos em condições incertas. Trovejou tanto que acabou chovendo. A emergência desacelerou a cadeia de suprimentos, agora que também existem focos italianos de infecção pelo Coronavírus. Não chega a ser surpresa - é até um cenário previsível, depois das semanas de turbulência na China -, mas ninguém esperava que fosse se concretizar.

A cadeia de suprimentos do bonito e de qualidade agora enfrenta uma crise em vários níveis. Ela envolve o consumo, os eventos e a produção. Enquanto isso, o luxo pagará impostos. A Goldman Sachs tem certeza disso, tendo diminuído as estimativas para o setor: o crescimento de 2020 será achatado.

No melhor dos casos. Os analistas estimam que as vendas caíram 9% no primeiro trimestre (quando a avaliação pré-Coronavírus foi de +6%). Caso não haja recuperação no consumo no segundo trimestre, no entanto, o topo da classe fechará no negativo. O único consolo é que, quando o medo acabar, os negócios também reiniciarão: segundo Milano Finanza, “em tempos de incerteza dos consumidores, as compras são adiadas ou canceladas, mas isso pode fornecer um estímulo adicional ao crescimento no início da recuperação”.

A desaceleração do mercado de produtos acabados, contudo, não deixou de repercutir. O primeiro a deixar claro que os planos mudariam foi François-Henri Pinault. Ilustrando os resultados do Kering, ele explicou que as marcas do grupo redistribuiriam as alocações de produção para evitar a permanência nos estoques na China: uma maneira, nas entrelinhas, de se abrir à hipótese de produção em escala reduzida.

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