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28/09/2018

Distribuidores e varejistas de calçados dos EUA criticam política de Trump que prevê sobretaxar mais produtos chineses

O sapato norte-americano continua em guerra contra Trump. Por ocasião das novas tarifas potenciais sobre produtos chineses ameaçadas por Washington, centenas de empresas americanas, incluindo as principais marcas de calçados, enviaram uma carta à administração do presidente Donald Trump na qual se opõem à política que pode representar um equivalente a 200 bilhões de dólares de bens de consumo.

Mais de 50 dessas empresas estão associadas à FDRA, a associação de distribuidores e varejistas dos Estados Unidos, e, na carta, levantam preocupações sobre as tarifas propostas que prejudicariam de forma desproporcional os consumidores, trabalhadores e empresas estadunidenses.

Matt Priest, presidente e CEO da FDRA, declarou: “Mesmo que o calçado não esteja na terceira lista proposta pela administração Trump, muitos outros bens de consumo e máquinas de produção estão em risco, elevando os preços para todos os consumidores americanos. Portanto, o aumento dos custos para os consumidores prejudica nossa capacidade de vender mais sapatos e isso afeta nosso setor.”

Como as empresas calçadistas afirmam na carta, “os novos impostos ocultos que afetam cada consumidor americano são simplesmente a abordagem errada”. Segundo as empresas dos Estados Unidos: “Não podemos simplesmente mover nossas cadeias de fornecimento para fora da China sem enormes dificuldades e aumentos de custos. Milhões de empregos nos Estados Unidos ficariam comprometidos se novos impostos de 10% ou 25% fossem adotados, pois resultaria em um número menor de vendas, menos investimentos e custos crescentes nas cadeias de fornecimento dos Estados Unidos.”

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