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08/11/2019

Exportação de calçados da Itália: levantamento mostra como se comportaram as regiões

Excelente performance das fábricas de calçados da Lombardia e Puglia, colapso das da Campania e de Marche. Com um mercado interno estagnado, a saúde dos distritos italianos depende principalmente de sua capacidade de exportar. Tomando como referência o valor das exportações no primeiro trimestre de 2013 (antes da crise na Rússia, que eclodiu em 2014) e comparando com o de 2019, é possível traçar um panorama.

Este período de seis anos que parece curto, mas durante ele o mercado mudou totalmente, com o desenvolvimento das vendas on-line, a afirmação do tênis e muitos outros fatores econômicos e financeiros, na Itália toda e no restante do mundo. A média nacional registra um crescimento de 17,35%. Como reagiram as regiões calçadistas italianas?

Retrabalhando os dados fornecidos pela Assocalzaturifici, a Lombardia é a que melhor conseguiu interpretar as mudanças do mercado e encontrar um modelo de negócios de sucesso, dado que o valor das exportações aumentou 51,22%. Em segundo lugar, em termos de desempenho, está a Puglia, que, com um aumento de 48,25%, prova saber como se reinventar após a crise do sapato de volume (Nuova Adelchi e Filanto, apenas para citar dois nomes).

Também tiveram bom desempenho a Toscana (+28,59%), Piemonte (+22,56%) e Vêneto (+20%). Esta última foi a região que mais exportou, tanto em 2013 quanto em 2019. Leve crescimento da Emília-Romanha (+4,26%).

Entre as oito primeiras regiões calçadistas italianas, apenas duas têm um valor negativo, e bastante significativo. A Campânia, que no entanto não desiste da disputa, sai com o pior desempenho, uma vez que suas vendas para o exterior caíram 30%. Ao mesmo tempo, as exportações da região de Marche caíram 21%, devido ao declínio nas exportações para a Rússia.

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