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06/09/2019

Federação dos distribuidores e lojistas de calçados dos Estados Unidos apela para que Trump reveja as taxas contra a China

Em maio, mais de 170 nomes de calçados enviaram uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nos últimos dias, mais de 200 empresas assinaram uma nova carta pedindo ao morador da Casa Branca que elimine os 15% de impostos que entrarão em vigor em 1º de setembro para algumas categorias de produtos de calçados made in China e para as demais categorias cujo imposto começa a vigorar em 15 de dezembro.Os principais signatários da carta incluem marcas como Nike, Adidas e Birkenstock, além de varejistas como FootLocker, JCPenneye DSW.

Na carta, consta: “Não há dúvidas de que as tarifas funcionam como impostos disfarçados pagos pelos cidadãos americanos.” A imposição de impostos em setembro sobre a maioria dos produtos de calçados chineses (incluindo quase todos os tipos de calçados de couro) tornará impossível aos trabalhadores americanos e suas famílias escapar dos danos resultantes desses aumentos de impostos. Estes se somam às taxas correntes, que chegam em média a 11%, mas atingem 67% para alguns sapatos.”

Tudo isso envolve custos, como se lê na carta assinada por 200 empresas: “Esse imposto adicional de 15% custará aos consumidores americanos de calçados mais de 4 bilhões de dólares por ano”, segundo estimativa da Federação dos Distribuidores e Lojistas de Calçados da América (FDRA). Matt Priest, presidente da entidade, comenta que “as marcas já declararam que as tarifas afetarão o crescimento do trabalho e as lojas de calçados afirmam que é um assassinato no trabalho.

Esperamos que o presidente ouça os americanos e pare essa guerra comercial inútil. ”A carta também respondeu às autoridades americanas segundo as quais seria suficiente que a China desvalorizasse a prórpia moeda para compensar os impostos: “Para compensar o aumento de 15% nas tarifas de alguns calçados, a moeda chinesa deve cair mais de 40%.”

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