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08/06/2018

'Made in Italy' e a subcontratação

“A subcontratação está aumentando, podendo chegar de 60% a 70% da indústria italiana de calçados". É a estimativa de Annarita Pilotti, presidente da Assocalzaturifici, que comentou o crescimento de 3,4% em valor registrado na exportação de calçados italianos em 2017. Um percentual maior, por exemplo, do que o obtido no mesmo ano do calçado português, mas que é cada vez mais influenciado pelas produções que as grandes (e não únicas) marcas internacionais confiam aos seus parceiros italianos.

Algumas dinâmicas confirmam essa tendência crescente. A França é o primeiro mercado para Vêneto, Emília-Romanha, Puglia e Campânia; é o segundo para a Lombardia, enquanto a Suíça, sede das plataformas logísticas das grandes marcas, é o principal destino dos calçados feitos na Toscana e o segundo da Campânia.

“A conta de trabalho, da licença à produção simples, está aumentando e atualmente pode chegar a 60% ou 70% da produção italiana”, comentou Pilotti. “A Macron está tentando atrair empresas francesas para produzir na França. Eu acho que essa referência pode dizer respeito a outros setores, mas não a moda e fabricação porque muitas empresas transalpinas investiram na Itália e continuam a fazê-lo. Eles precisam de produção e habilidades italianas. Os franceses não podem ter o Coliseu: eles têm a Torre Eiffel!”, concluiu o Presidente da Assocalzaturifici que encomendou um estudo ad hoc para dimensionar e analisar o fenômeno da subcontratação.

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