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29/11/2019

Geox: queda preocupante nas vendas das lojas físicas e alta no e-commerce

As previsões para o futuro são delicadas. Os objetivos, mais difíceis de alcançar. As estimativas dos analistas estão esfriando. Em outras palavras, a Geox freia nos nove meses de 2019 e descobre que o digital funciona, enquanto ovarejo físico passa por dificuldades. Muitas dificuldades.

A Geox encerrou os primeiros nove meses de 2019 com receita de 643,4 milhões de euros, em queda de 4,3% nas taxas de câmbio atuais e de 4,9% nas taxas de câmbio constantes. O segmento de calçados, que gera 90,2% do volume consolidado de negócios, arrecadou 580,5 milhões de euros. Seu declínio é de 4,5% (-5,1% a taxas de câmbio constantes). Em nível geográfico: Itália, -7,4% (o mercado interno responde por 29% do faturamento total), o resto da Europa atingiu -4,9%, a América do Norte, -8,7% e o resto do mundo, -2,2%.

Nessas condições, a Geox espera um 2019 com uma queda nas vendas entre 5 e 6%. Porque, explica a empresa de Mario Moretti Polegato, essa situação está “ligada à tendência geral das principais dinâmicas do varejo e sujeita a possíveis desvios relacionados a fatores externos”. Além disso: “A redução nas receitas vai impactar o nível de rentabilidade com uma margem Ebit que deverá ser ligeiramente negativa”.

O Equita (banco de investimento italiano independente) enfatiza o contraste entre o desempenho do canal físico e o digital (aumento de 30,4%). O Mediobanca, por outro lado, espera um vermelho de 4,4 milhões em 2019.

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