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11/04/2019

Lançamento da Longevidade Expo + Fórum reforça o enorme potencial da chamada 'silver economy' e aponta para um evento de sucesso

O lançamento oficial da Longevidade Expo + Fórum, primeiro evento internacional de Produtos, Serviços e Inovação para Qualidade de Vida e Bem-Estar, reuniu, no dia 9, empresários, líderes de entidades e importantes tomadores de decisão, que externaram suas visões, expertises e soluções de produtos e serviços para o público sênior.

Na oportunidade, os executivos puderam estreitar relacionamento com o mercado que está preocupado com as questões do envelhecimento, além de conferir as propostas exibidas pelo presidente do evento, Francisco Santos, e as experiências da jornalista Mara Luquet e das consultoras Layla Vallias e Lívia Hollerbach, que vivenciam de perto as questões que envolvem esse universo. A Longevidade Expo + Fórum ocorre de 29 de setembro a 1o de outubro, no Expo Center Norte, na cidade de São Paulo.

A jornalista de economia e escritora Mara Luquet falou sobre Longevidade e Silver Economy, impactos e influências na economia brasileira e global, durante o lançamento oficial da Longevidade Expo + Fórum, que aconteceu no Hotel Intercontinental, em São Paulo. “Tenho acompanhado esse tema no mundo, e no Brasil esse assunto é pouco discutido. Estamos bastante atrasados, inclusive. Nunca vi um fórum como este com diversos temas que falam sobre longevidade além das questões que envolvem saúde e previdência.”

Em seu discurso, Mara afirmou não estar preparada para a aposentadoria, nem por questões financeiras nem pela perspectiva de deixar de ser produtiva. “Trabalho com um grupo de jornalistas acima dos 45 anos que resolveram empreender na área digital. Sim, a internet não é só para os jovens!”, alertou.

Para a jornalista, as pessoas não estão atentas aos grandes desafios e mudanças que estão sendo colocados em relação ao tema. “Muitos estão descobrindo novas fontes de renda, profissões, hobbies, inclusive ganhando mais dinheiro do que quando eram mais jovens. No Brasil estamos discutindo a idade mínima para a aposentadoria. Isto é uma pena. Precisamos chamar a atenção para questões importantes, como as altas taxas de suicídio por causa do abandono, a necessidade de pensar nos investimentos financeiros e sociais, nos aspectos de renovação dos objetivos de vida.”

Estar aberto a novas verdades e ao conhecimento é fundamental no olhar da jornalista. “Mulheres correm um risco enorme de terem problemas com a maturidade, pois elas deixam de se cuidar (em todos os sentidos, inclusive o financeiro) para investirem nos filhos. Com isso, cria-se um problema também para a família, como ter a necessidade de morar com a nora e os netos.”

Mara citou uma pesquisa em que as pessoas eram questionadas sobre a importância de três fatos na maturidade: ser financeiramente independente; estar em condições físicas saudáveis; ou ter o amor da família. “Para o brasileiro, o amor da família vem em primeiro lugar. Mas, experimenta ficar sem dinheiro e sem saúde para ver como fica esse amor”, questionou.

Tsunami60+ sobre economia prateada
Layla Vallias, aging innovator e cofundadora da Hype60+, e Lívia Hollerbach, consultora da Pipe Social, apresentaram, durante o lançamento da Longevidade Expo + Fórum, a pesquisa Tsunami60+: um verdadeiro estudo sobre a economia prateada e o raio-x do mercado sênior brasileiro. “Não tínhamos, até então, nenhum levantamento quantitativo e qualitativo referente a este público, só percepções. Hoje, trouxemos números e informações valiosas para que as empresas possam traçar suas estratégias com fundamento para atrair oportunidades representativas com o tema longevidade.”

“O planeta está envelhecendo, é importante refletir sobre isso. Atualmente, no Brasil temos 30 milhões de 60+ e esse número vem crescendo 3% ao ano, um aumento maior do que qualquer outro grupo etário. Toda essa movimentação está fazendo com que investidores olhem para a longevidade como a próxima economia. É um mercado totalmente embrionário, com grandes chances de sucesso”, disse Layla.

Para Lívia, o estudo permitiu que os novos negócios já pudessem nascer comprometidos especialmente com o tema. “São muitas histórias coletadas pelo Brasil, frutos da pesquisa. Sentimos a urgência de escutar a população e documentar isso. Conhecemos a rotina, como se relacionam e também conversamos com as pessoas que fazem parte desse universo.”

O resultado da pesquisa, segundo as consultoras, é muito amplo para ser discutido em pouco tempo. Porém, as especialistas pincelaram alguns pontos que podem atrair o mercado para olhar com mais atenção às necessidades e demandas deste público. “Além do cuidado físico, o mental é a grande tendência. E isso é despertado também com o surgimento dos jogos cognitivos, que estimulam o cérebro. A tecnologia é outro ponto em questão, um mercado que pode ser mais explorado, pois o smartphone é rotina dessa população, que se informa pelo Facebook e de lá vai migrando para outras mídias. Cerca de 90% dos entrevistados usam whatsapp como também uma porta de conexão com sua família, o que evita muitos casos de depressão.”

Outro alerta, segundo Lívia, é a necessidade de trazer para esta geração uma mentalidade preventiva de doenças, como o HIV devido à comercialização de Viagra, por exemplo, o que permite uma vida sexual mais ativa nos dias de hoje. Questões familiares, como a síndrome do ninho cheio (filhos que voltam a morar com os pais após se divorciarem ou precisarem se reestruturar financeiramente), causam inúmeros casos de depressão, peso emocional e problemas financeiros.

Segundo o estudo, os maduros estão no centro da economia familiar, apesar de não terem tido uma educação financeira. Eles possuem renda própria, muitos ainda trabalham e também contam com a aposentadoria. “O empreendedorismo nessa faixa etária vem crescendo muito. De mil negócios, 6% têm fundadores acima dos 60 anos. Essas pessoas preferem focar nas soluções para atender suas demandas, já que o mercado não os enxerga”, aponta Lívia, que revela também que a maioria respondeu que o padrão de vida caiu com o chegar da idade.

Um ponto que foi surpresa durante o levantamento foi o número de adeptos em cortar gastos com os planos de saúde. “O surgimento de serviços sob demanda, como o Dr. Consulta, permitiu uma reflexão sobre a real necessidade em ter um custo mensal desse serviço. Até o SUS surpreendeu: muitas pessoas da classe A e B elogiaram o atendimento. Temos muito o que aprender e desenvolver para este mercado”, finalizou Lívia.


Profissionais conheceram mais detalhes do evento que ocorre no final de setembro, no Expo Center Norte


Executivos de diversas empresas em áreas relacionadas à longevidade prestigiaram o evento


Equipe responsável pelos eventos Longevidade Expo + Fórum, Couromoda, São Paulo Prêt-à-Porter e Hair Brasil

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