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13/01/2020

Líderes setoriais reforçam o clima de otimismo que impera na Couromoda

A abertura oficial da Couromoda, realizada na manhã desta segunda-feira, dia 13, foi marcada pelo clima de otimismo e confiança em um ano mais positivo para o setor. Além dos pronunciamentos do presidente e fundador da Couromoda, Francisco Santos, e dos governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (Confira a matéria aqui), outras liderenças setoriais se manifestaram, reforçando o bom momento do segmento. O presidente do Conselho Deliberativo da Abicalçados e presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Jaú/SP, Caetano Bianco Neto, destacou o início de um novo ciclo de crescimento do setor calçadista em 2019, que ele acredita que vai continuar nos próximos anos. “Crescemos 2%, acima, portanto, do PIB nacional, o que demonstra a pujança da indústria calçadista brasileira. 2020 vai ser ainda melhor graças, por exemplo, à redução de ICMS no Estado de São Paulo e no Rio Grande do Sul, que injetou um ânimo nos empresários calçadistas. Sem dúvida, esse benefício nos coloca novamente no jogo dos negócios”, disse.

Conforme Bianco Neto, após o esforço dos governos paulista e gaúcho, o governo federal deveria fazer a sua parte para ajudar a indústria do calçado. “Necessitamos com urgência de medidas que reduzam o Custo Brasil, que onera as atividades do setor calçadista e equivale a 20% do PIB”, justificou, fazendo elogios à secretária do Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, cuja pasta tem investido na formação de mão de obra qualificada para a indústria, através das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo. Os profissionais formados colaboram para o aumento da produtividade das empresas em que atuam. Os secretários Henrique Meirelles, da Fazenda, e Wilson Mello, da Investe SP, também foram destacados por Bianco Neto.

Crescimento do varejo
O diretor do Fórum Couromoda e do Comitê Couromoda do Varejo, Airton Manoel Dias, destacou que o cenário econômico favorável deve beneficiar os negócios durante a Couromoda 2020. Segundo eles, dados do IBGE mostram que o crescimento do varejo em 2019 alcançou expressivos 7%, puxado pelo excelente desempenho das vendas nos meses de novembro e dezembro.

O setor calçadista, por sua vez, cresceu de 2%, o que equivale a três vezes o aumento do PIB Brasileiro. “Se consideramos a projeção de crescimento da economia brasileira para este ano, de 2,5%, o setor calçadista pode registrar uma elevação de sua receita total de cerca de 7%, o que será excelente e terá reflexos em toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Airton Dias Dias também destacou a formação do Comitê Couromoda de Varejo, integrado por entidades como Ibevar, ABO2O e FecomercioSP, que participaram da elaboração da programação de palestras do Fórum Couromoda 2020 e seus representantes inclusive sobem ao placo nos três dias para palestras sobre as suas respectivas áreas de atuação.

Conforme Airton Manoel Dias, a Couromoda está bonita e concentrada e, com sua tradição de impulsionar os negócios do setor, deve ajudar a fazer com que o ano seja positivo para a indústria e varejo de calçados e marcar o início de um longo período de amadurecimento e crescimento. Ao final, fez um pedido aos industriais presentes. “É preciso que a redução do ICMS chegue ao varejo e ao consumidor”, enfatizou.

Hora de arregaçar as mangas e trabalhar
O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca, José Carlos Brigagão do Couto, também destacou os efeitos positivos da redução de ICMS no Estado de São Paulo (para 3,5%) e no Rio Grande do sul (para 4%) para o setor coureiro-calçadista. “Nunca havíamos recebido um benefício tão expressivo quanto este. Depois de comemorar o anúncio, precisamos arregaçar as mangas e trabalhar para fazemos um novo futuro para o nosso setor, com mais geração de empregos e mais oportunidades de negócios”, disse.

Conforme Brigagão, o governo João Doria e seus secretários atenderam aos argumentos apresentados em estudos técnicos elaborados pelo Sindifranca e por outras entidades calçadistas de São Paulo, que também estão envolvidas no Projeto de Desenvolvimento da Cadeia do Couro e Calçado, o qual identificou as dificuldades enfrentadas pelas empresas e propõe soluções para cada uma delas.

“Com isso, certamente teremos condições de produzir o calçado mais competitivo do Brasil”, disse Brigagão, destacando a necessidade de levar essa parceria para o âmbito nacional e dar ao setor calçadista um novo norte também nos negócios internacionais. “Podemos produzir muito mais do que os 900 milhões de pares que fazemos atualmente e conquistar mercados que hoje são dominados pelos países asiáticos”, argumentou.

Deputado destaca reforma tributária
Integrante da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor Coureiro-calçadista no Congresso Nacional, o deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), afirmou que a redução do ICMS pelos governadores João Doria e Eduardo Leite, de São Paulo e Rio Grande do Sul, respectivamente, terá efeitos positivos sobre a produção e os negócios da indústria calçadista, que está entre as que mais empregam no país. Mas, conforme Redecker, é preciso avançar mais, pois o Custo Brasil reduz a competitividade do sapato brasileiro no mercado internacional.

O deputado citou dados que traduzem estas dificuldades. “Enquanto no Brasil o custo de produção do calçado é de US$ 4,05 por hora, na China é de US$ 2,58, na India de US$ 0,95 e no Vietnã de US$ 1,65. Ou seja, o Custo Brasil é, em alguns casos, 4x maior, o que impede o crescimento dos negócios internacionais e o aumento da nossa participação no mercado externo”, enfatizou Redecker.

Conforme o deputado, após a aprovação da reforma trabalhista, em 2019, a Câmara dos Deputados e o Senado debatem agora dois projetos de reforma tributária, um de autoria do deputado Baleia Rossi e outro do ex-deputado Luiz Carlos Hauly. “É uma agenda positiva que estamos construindo para reduzir o custo Brasil e impulsionar o setor produtivo”, explicou.