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11/02/2019

Economistas do mercado financeiro projetam crescimento do PIB e inflação menor em 2019


O boletim de mercado conhecido como relatório “Focus” - resultado de levantamento feito na última semana com mais de 100 instituições financeiras - divulgado nesta segunda-feira (11) mantém a previsão de crescimento do PIB em 2019 e projeta uma inflação ainda menor. Para o PIB deste ano, a estimativa é de incremento de  2,50%, o mesmo vale para 2020, 2021 e 2022. Os economistas do mercado financeiro baixaram, pela quarta semana seguida, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019, desta vez de 3,94% para 3,87%. 

Indústria nacional registra expansão em 11 de 15 locais pesquisados pelo IBGE
A indústria teve, em 2018, expansão em 11 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estados e regiões com importantes clusters calçadistas ficaram entre os de melhor desempenho, casos de Rio Grande do Sul (5,5%), Santa Catarina (4,0%), São Paulao (0,8%), Bahia (0,8%), Ceará (0,4%) e Região Nordeste (0,2%). A produção industrial brasileira acumulou no ano um crescimento de 1,1%. Em 2017, quando interrompeu três anos seguidos de taxas negativas, a alta foi de 2,5%.

Indicativo de retomada, demanda por crédito do consumidor cresce
A Demanda por Crédito do Consumidor, de acordo com dados nacionais da Boa Vista, subiu 2,6% em 2018, no comparativo com o ano anterior. Os resultados de 2018 sinalizam para uma tendência positiva no indicador, sendo este o segundo ano consecutivo de crescimento. Ainda assim, a lenta retomada da economia e mercado de trabalho fragilizado continuam contribuindo para que a demanda por crédito suba em nível moderado. Entende-se que um crescimento mais robusto do indicador dependerá da melhora na renda, das condições de crédito e da diminuição da desocupação.

Aquecimento da economia faz a adimplência das empresas melhorar substancialmente
A inadimplência das empresas em todo o país caiu 14,2% em 2018, de acordo com dados nacionais da Boa Vista. O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do Serviço Central de Proteção ao Crédito - SCPC. Com a gradual melhora na situação econômica, as empresas observaram aumento nas receitas, inflação menor e juros em queda, fatores que têm auxiliado a amenizar os fluxos de inadimplência.

Brasil e China reativam comissão bilateral; saldo é favorável ao Brasil em US$ 27,5 bi
O pragmatismo parece estar prevalecendo nas relações do Brasil com a China. A reativação da Comissão Sino-Brasilieira de Alto Nível (Cosban) já foi acertada entre os dois governos. A primeira reunião está marcada para junho, em Pequim. A China é o principal parceiro comercial do Brasil. As vendas para o mercado chinês somaram US$ 62,2 bilhões no ano passado. As importações, US$ 34,7 bilhões. Ou seja, o saldo da balança comercial entre os dois países é positivo para o Brasil em US$ 27,5 bilhões. Ao Brasil interessa ampliar a pauta de exportações, incluindo produtos de maior valor agregado. O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, presidirá a Cosban, juntamente com seu equivalente na China.

Bolsa bate recordes e pode chegar a 125 mil pontos até o final do ano
O otimismo com a economia levou o Ibovespa a bater novos recordes nas últimas semanas. No dia 24, chegou ao seu maior nível histórico. Principal indicador da casa, o Ibovespa alcançou os 97.677 pontos. E os analistas da XP Investimentos acreditam que há espaço para novas altas. No relatório Year Ahead, a equipe de análise da XP prevê que o Ibovespa pode valorizar cerca de 30% em 2019. “Vemos a bolsa como a melhor classe de ativos no Brasil, com potencial de o Ibovespa atingir 125 mil pontos até o final do ano”, diz o relatório.