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29/11/2019

Reunindo 500 criações, exposição dedica ao calçado em Paris segue até fevereiro

O Museu de Artes Decorativas de Paris, na França, abriga uma retrospectiva dedicada ao calçado até 23 de fevereiro. Desde calçados atuais, em uma sucessão crepitante de modelos de grandes designers, até os de alguns séculos atrás. Alguns eram de pessoas VIP, como o sapato preto afunilado de Marie Antoinette usado em 1792. Outros foram testemunhas de fenômenos sociais, como os minúsculos chinelos de mulheres orientais que tinham os pés enfaixados para não crescerem.

Na realidade, apontou o curador da exposição Denis Bruna, até o século XX, o sapato traçou uma fronteira entre as classes sociais: tamancos de madeira para camponeses e trabalhadores, preciosos soulers de couro e seda para os aristocratas. Um acessório fetichista por excelência, o sapato é feito de saltos vertiginosos e laços que apertam as panturrilhas às vezes até as coxas (Louboutin e sua colaboração com o Crazy Horse), ou de plataformas e cabedais cinzelados como baixos-relevos (Alexander McQueen, Iris Van Herpen Noritaka Tatehana).

Não poderia faltar uma seção para calçados militares e outra para calçados esportivos, com modelos míticos como o Stan Smith, da Adidas. Para os mais curiosos, as formas de madeira criadas por Ferragamo para os calçados feitos sob medida de Audrey Hepburn, Ava Gardner, Marlene Dietrich e Sophia Loren. O charme que este acessório sempre exerceu é restituído com sucesso na exposição por meio das 500 criações em exibição.

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