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05/06/2020

Pesquisa Sindilojas-SP: 75% dos lojistas buscaram crédito e 60% tiveram pedidos rejeitados

Com a nova prorrogação da quarentena até 15 de junho no estado de São Paulo, em razão da pandemia do Coronavírus, e de portas fechadas há mais de 60 dias, os lojistas da Capital sentem fortemente os efeitos da interrupção das atividades e procuram formas de sobreviver.

Segundo pesquisa do Sindilojas-SP (Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo), que representa mais de 30 mil empresas do comércio na cidade, 75% dos estabelecimentos buscaram linhas de crédito para suportar a crise, porém 60% dos pedidos não foram aprovados.

Ao todo foram entrevistadas 56 empresas entre os dias 19 e 26 de maio na capital, entre lojas de rua e de shoppings.

Entre as instituições financeiras mais procuradas pela parcela de empresários que buscou crédito (42 empresas) estão os bancos Santander (11 pedidos de empréstimos), Bradesco e Caixa Econômica Federal (8 pedidos cada), seguidos por Banco do Brasil (3 pedidos).

MP 936 foi amplamente usada
Metade das empresas afirmou que utilizou os mecanismos da Medida Provisória nº 936/2020, que prevê redução de jornada e salários, para evitar demissões durante a pandemia. Dos que o fizeram, 17% reduziram em até 20%, e outros 14% dos entrevistados em até 40% a jornada de seus colaboradores, por períodos entre 2 e 3 meses. Em conjunto com a redução, 57% afirmaram que também tiveram de suspender uma parte dos contratos de trabalho.

A fim de diminuir o peso de uma das maiores despesas fixas no comércio, 61% dos lojistas consultados buscaram renegociar o aluguel dos seus pontos comerciais, em lojas de rua ou shoppings, sendo que 55% afirmaram ter conseguido redução com os proprietários de 50% no valor. Outra parcela, de 21%, obteve até 90% de desconto no período da pandemia, enquanto 12% conseguiram 30% de abatimento.

A interrupção repentina das atividades prejudicou sobretudo segmentos que só atuavam ou priorizavam as vendas presenciais. Tanto que, do total de entrevistados, 64% não usam delivery ou drive-thru, e 88% não vendem por plataformas de marketplace ou online, tendência que, segundo especialistas, se fixará no setor do comércio quando a pandemia passar.