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09/09/2020

PIB do Brasil deve crescer 3,50% en 2021 ; para 2020, previsão é de queda de 5,28%

A Assintecal - Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, por intermédio do setor de Inteligência de Mercado, divulga o Panorama Econômico Agosto/2020, que tem como objetivo apresentar informações sobre a economia mundial e brasileira, apresentando tendências e previsões de um conjunto de indicadores macroeconômicos.

O estudo encontra-se disponível na Plataforma de Inteligência, site do By Brasil, Components, Machinery and Chemicals – ação de incentivo às exportações realizada pela Assintecal e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A ECONOMIA BRASILEIRA EM TEMPOS DE PANDEMIA
A economia brasileira, assim como as demais economias mundiais, vem apresentando diversos impactos em sua estrutura econômica desde o início das medidas de contigenciamento quanto à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Dentre elas estão os impactos na produção, exportação, importação, consumo, mercado de trabalho, PIB, entre outros.

No que diz respeito ao mercado de trabalho, este ainda apresentará taxas muito altas de desemprego, pois a pandemia ainda vem surtindo diversos efeitos, e dentre os motivos para este índice ser superior ao que já foi divulgado pelo IBGE, estão o fechamento temporário de empresas, a diminuição do tráfego urbano para frear o avanço do novo Coronavírus e o auxílio emergencial dado pelo governo federal aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais e contribuintes individuais da Previdência Social.

Quanto ao encerramento de empresas no Brasil, constatou-se que uma em cada quatro empresas no Brasil estavam com as atividades encerradas, temporária ou definitivamente, na primeira quinzena de junho. Além disso, tem-se que do total de empresas, 716.372, com atividade encerrada definitivamente, 39,4% encerraram suas atividades por conta da pandemia, sendo que a maior parte são micro e pequenas empresas com até 49 colaboradores, de acordo com a pesquisa inédita realizado pelo IBGE.

Para 2020 e 2021, os analistas de mercado projetam uma queda de 5,28% no ano vigente e crescimento de 3,50% para 2021 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Destaca-se que as projeções do Boletim Focus do Banco Central do Brasil são menos negativas que as entidades internacionais como Fundo Monetário Internacional (-9,1%) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (-7,4%). Com o resultado do PIB trimestral do Brasil divulgado, o recuo da economia brasileira chega a 11,4% na comparação com o 2º trimestre de 2019, e apresenta uma queda de 9,7% quando observado o dado dessazonalizado. Foi a maior queda desde o início da série em 1996.

CENÁRIO MUNDIAL
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a projeção para a economia mundial em 2020 é de -4,9% em relação ao ano passado. Essa previsão está baseada em três pontos principais: o impacto mais negativo que o esperado devido à Covid-19, redução da produtividade por conta das medidas de distanciamento social nas empresas e quebra das cadeias globais com potencial para desabastecimento de insumos e produtos.

Entre os países destacados, nota-se que os países europeus são os que mais serão afetados pela pandemia do novo Coronavírus. A China ainda apresenta crescimento de 1,0% para o ano vigente, tal resultado se dá pelas políticas de estímulo adotadas pelo país.

TENDÊNCIA DA TAXA DE CÂMBIO NO BRASIL
O movimento de câmbio contratado é um importante indicador de entrada e saída de capital estrangeiro do Brasil. O movimento comercial apresenta o saldo entre exportação e importação, ao passo que o movimento financeiro está relacionado aos fluxos de portfólio, investimentos estrangeiros diretos e em carteira, por exemplo. O movimento total engloba a soma do comercial e o financeiro.

No ano de 2020 até 21 de agosto, se verifica um saída de capital de USD 15,7 bilhões sendo que se analisado somente a conta financeira, esse resultado já está em níveis de 2018, USD 48,1 bilhões. Contudo, os resultados para os próximos meses ainda são incertos, visto que, no ano de 2019, a saída de capital estrangeiro foi de USD 44,7 bilhões e foi considerada a maior saída de divisas do País desde 1999, ano no qual o indicador foi três vezes menor que o ocorrido.

A taxa de câmbio em seu significado mais simples mostra o preço de uma moeda estrangeira em relação à moeda local. No mês de agosto a relação Dólar/Real ficou na média de US$/R$ 5,46. A média de agosto foi a segunda maior até o momento e, frente à taxa de câmbio no mesmo mês em 2019, foi uma elevação de 35,9%. Assim, em função das instabilidades econômicas, políticas e os gatilhos apresentados anteriormente na seção, é esperado uma taxa média trimestral para os próximos meses ntre US$/R$ 5,23 e US$/R$ 5,62.