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30/04/2019

Varejo brasileiro de calçados apresenta reivindicações em Brasília

O varejo brasileiro de calçados – que reúne cerca de 60 mil lojas e 600 mil trabalhadores em todo o território nacional e fatura R$ 45 bilhões/ano – retoma esta semana os contatos com parlamentares em Brasília/DF, entre eles o deputado Artur Lira (PP/AL), com forte ligação com o setor.

Com o apoio de Lira, a diretoria da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac) busca sensibilizar parlamentares e ministérios para o atendimento às demandas do varejo, que quer voltar a crescer. Desde 2015, o setor enfrenta dificuldades, em razão das quais milhares de lojas fecharam as portas e um grande número de trabalhadores foi demitido. Em 2018, depois de quedas sucessivas, o segmento cresceu 2,6% e pretende, pelo menos, repetir o desempenho este ano.

Conforme o presidente da Ablac, Marcone Tavares, a entidade – que reúne as principais redes de lojas brasileiras – considera vitais a reforma previdenciária, recém aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, e outras medidas para a retomada da economia. “Há uma clara deterioração dos ativos no Brasil por conta de reformas que não andam”, enfatiza.

A Ablac defende também a desburocratização das atividades dos órgãos federais, com redução de exigências e o ganho de agilidade, e a simplificação da atividade empresarial, através de diminuição das chamadas informações acessórias, consideradas excessivas e onerosas.

Simplificação tributária e redução de carga de impostos
A Ablac pede igualmente a simplificação tributária e a diminuição da carga de impostos. Atualmente, o excesso de tributos impõe dificuldades de controle e pagamento, ao mesmo tempo em que a carga elevada compromete a saúde financeira das lojas, especialmente das pequenas e médias, que são a maioria.

Para o presidente da Ablac, as médias empresas de varejo têm um problema especial, pois não estão contempladas no Simples Nacional nem nas possibilidade de crédito das grandes empresas. “É uma penalização que impede que estas operações sejam beneficiadas com impostos menores e, de outro lado, dificulta seu acesso às linhas de crédito que as grandes têm para capital de giro e outras finalidades”, explica.